Coreia do Sul devolve à China restos mortais de 437 soldados

  • Por Agencia EFE
  • 28/03/2014 06h03

Seul, 28 mar (EFE).- A Coreia do Sul devolveu nesta sexta-feira para a China os restos mortais de 437 soldados chineses que morreram durante a Guerra da Coreia (1950-53), um marco histórico nas relações entre os dois países que se enfrentaram naquele conflito há mais de seis décadas.

Soldados sul-coreanos entregaram aos militares chineses os restos mortais em caixões cobertos com a bandeira da China numa cerimônia no Aeroporto Internacional de Incheon, próximo de Seul.

Em seguida, os corpos foram colocados em um avião e transportados até a cidade chinesa de Shenyang, onde os soldados descansarão em um cemitério para os mortos em combate do país.

O ato de hoje é considerado histórico por ser a maior entrega de restos mortais de soldados de Seul a Pequim, já que, até agora, haviam sido repatriados 43 soldados entre os anos de 1981 e 1997.

Além disso, o governo sul-coreano espera que isso sirva para reforçar as relações bilaterais com a China, assim como para promover a paz na região do nordeste da Ásia, declarou à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa de Seul.

A entrega responde a um acordo assinado em dezembro do ano passado pelos governos dos dois países.

Segundo o pacto, a Coreia do Sul se comprometeu a repatriar todos os corpos de soldados chineses enterrados junto com outros norte-coreanos no cemitério de forças inimigas da cidade sul-coreana de Paju, no noroeste do país e próxima da Zona Desmilitarizada (DMZ, sigla em inglês) que separa as duas Coreias.

Com mais de 3 milhões de mortos entre civis e soldados, segundo a maioria das estimativas, a Guerra da Coreia ficou para a história como uma das mais violentas.

A China, que lutou ao lado da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul e as Forças da ONU, enviou ao conflito aproximadamente 1,3 milhões de soldados, dos quais 135 mil morreram em combate aproximadamente, segundo dados de Pequim, mas outras estimativas consideram que esse número é maior. EFE

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