Coreias convocam reunião de alto nível sobre crise militar

  • Por Agencia EFE
  • 22/08/2015 05h19

Seul, 22 ago (EFE).- Os governos da Coreia do Norte e da Coreia do Sul decidiram ter conversas de alto nível neste sábado para tentar solucionar a grave crise militar suscitada entre os países desde a troca de tiros de artilharia da quinta-feira passada.

Por parte da Coreia do Sul, o diretor do Escritório de Segurança Nacional, Kim Kwan-jin, e o ministro da Unificação, Hong Yong-pyo, irão à reunião que acontecerá às 18h (horário sul-coreano, 6h de Brasília) na fronteiriça Aldeia da Trégua de Panmunjom, informou à Agência Efe uma porta-voz da presidência de Seul.

Por sua vez, a Coreia do Norte enviará o general Hwang Pyong-so, vice-marechal do Exército Popular, e Kim Yang-gon, principal responsável das relações com a Coreia do Sul.

Nesta reunião de emergência de alto nível, sem precedentes próximos, se prevê que os líderes busquem modos de evitar uma escalada do conflito militar iniciado na quinta-feira com a troca de tiros de artilharia na fronteira, que elevou a tensão a seu nível máximo em mais de dois anos.

A convocação de diálogo anula o ultimato da Coreia do Norte, que ameaçou com uma nova ação militar caso a Coreia do Sul não desligasse antes das 17h (5h de Brasília) de hoje os alto-falantes que emitem propaganda contra o regime de Kim Jong-un na fronteira.

As forças armadas sul-coreanas acionaram na semana passada estes alto-falantes pela primeira vez em 11 anos e retomaram assim a chamada “guerra psicológica” contra o Norte, depois que dois de seus soldados ficaram gravemente feridos pela explosão de três minas a 440 metros da fronteira.

Seul denunciou que as minas foram colocadas por Pyongyang que, no entanto, negou os fatos.

O regime norte-coreano também negou ter disparado primeiro na quinta-feira, como sustenta Seul, e garantiu que suas tropas estão preparadas para uma “guerra total”, supostamente provocada por seu vizinho.

Com a situação aparentemente à beira da guerra, os Estados Unidos reafirmaram seu compromisso de defender seu parceiro sul-coreano e as forças conjuntas de ambos aliados afirmaram estar preparadas para dar uma severa resposta em caso de agressão.

Norte e Sul permanecem tecnicamente enfrentados desde a Guerra da Coreia (1950-53), que finalizou com um armistício nunca substituído por um tratado de paz definitivo. EFE