Coutinho descarta financiamento do BNDES em leilão de relicitação de usinas

  • Por Agência Estado
  • 05/11/2015 19h27
Luciano Coutinho

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, descartou a possibilidade de a instituição de fomento entrar no financiamento aos investidores que participarão do leilão de relicitação das usinas hidrelétricas cujos contratos de concessão estão vencidos e não tiveram a renovação antecipada para 2013. O leilão está marcado para o fim do mês e a falta de crédito pode ser um empecilho para o sucesso do certame.

“O banco tem escassez de recursos em TJLP e ela é um recurso nobre, para financiar novos investimentos produtivos e não ativos existentes. Acreditamos que o mercado e as empresas interessadas resolverão bem o financiamento. Muitas dessas empresas têm acesso ao mercado internacional”, afirmou Coutinho, antes de deixar um seminário promovido no Rio pela Finep, agência federal de fomento à inovação, nesta quinta-feira, 5.

Na palestra de encerramento do evento, Coutinho disse que o Brasil está passando por desafios “maiúsculos” e por importantes ajustes, sobretudo no plano fiscal, que precisam acontecer, mas é importante que ocorram logo. “A nossa ansiedade é que eles (ajustes) aconteçam com a velocidade suficiente para podermos virar a página e retomarmos a agenda do crescimento e do desenvolvimento”, afirmou Coutinho, na palestra de encerramento de um seminário promovido no Rio pela Finep, agência federal de fomento à inovação.

Segundo Coutinho, o País tem “fontes que podem proporcionar a recuperação da economia”. O presidente do BNDES citou os investimentos em energia, infraestrutura logística, mobilidade urbana e saneamento básico como exemplos dessas fontes “autônomas” de crescimento.

Outra oportunidade, destacou Coutinho, é a mudança no nível da taxa de câmbio, na esteira do fim do superciclo de commodities, segundo ele definitivo, “porque o padrão de crescimento chinês mudou”. “A taxa de câmbio se defronta com um ciclo muito mais favorável para a economia brasileira. Isso significa competitividade, não só no agronegócio, mas também com o rejuvenescimento de oportunidades de exportação industrial, em vários setores importantes”, afirmou.