Créditos além das fronteiras crescem pela primeira vez desde o final de 2011

  • Por Agencia EFE
  • 07/12/2014 14h10

Frankfurt (Alemanha), 7 dez (EFE).- A taxa de crescimento anual dos ativos além das fronteiras cresceu até 1,2% no fim de junho de 2014, o primeiro aumento desde o fim de 2011, segundo as estatísticas divulgadas pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).

A atividade bancária internacional cresceu pelo segundo trimestre consecutivo entre final de março e final de junho de 2014, o que em parte reverteu a contração constante registrada em 2012 e 2013.

Os créditos além das fronteiras dos bancos em economias de mercado emergentes continuaram se recuperando desde que, em meados de 2013, o Federal Reserve (Fed) anunciou que reduziria os estímulos monetários.

Os incrementos durante o segundo trimestre de 2014 se concentraram na Ásia e mais uma vez foi muito significativa a afluência de recursos para a China, segundo o BIS

Os ativos para a China seguiram aumentando a taxas anuais próximas dos 50% e as reservas de ativos além das fronteiras ficaram em US$ 1,1 trilhão (R$ 280 trilhões), o número mais alto entre os mercados emergentes e o sétimo em escala mundial.

Os ativos além das fronteiras em economias emergentes da Europa se reduziram, especialmente Rússia, Hungria e Ucrânia.

As posições com derivados over-the-counter (OTC) caíram ligeiramente no segundo semestre de 2014.

Os importes nacionais de contratos em circulação diminuíram até US$ 691 trilhões no final de junho de 2014, em relação aos US$ 711 trilhões registrados no final de 2013.

A compensação centralizada pelos participantes do mercado continuou a avançar até alcançar 27% do importe nacional dos seguros de falta de pagamento de dívida (swaps de descumprimento de crédito) em circulação no final de junho de 2014, um aumento de 23% em comparação a um ano antes.

Além disso, os acordos bilaterais de compensação reduziram o valor líquido de mercado dos seguros de falta de pagamento da dívida em circulação (que dá ideia da exposição ao risco de crédito da outra parte) para 23% de seu valor bruto de mercado. EFE