Crescimento do PIB da OCDE perde força no primeiro trimestre do ano

  • Por Agencia EFE
  • 26/05/2015 10h46

Paris, 26 mai (EFE).- O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) desacelerou 0,3% no primeiro trimestre do ano, dois décimos a menos que no trimestre anterior.

Os dados preliminares publicados nesta terça-feira pelo organismo indicaram que em nível anual, entre janeiro e março houve um avanço de 1,9%, um décimo a menos que nos três meses imediatamente anteriores.

A OCDE precisou que no chamado grupo dos “sete grandes”, -o G7, composto pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e o Reino Unido-, o PIB cresceu 0,2% se for comparado com o trimestre anterior, e 1,7% em relação com o mesmo período de 2014.

Esses números representam, respectivamente, uma queda e um avanço de dois décimos, indicou a organização em seu comunicado.

Nesse grupo, que não conta com dados do Canadá, as maiores ascensões trimestrais, de 0,6%, foram vividas pela França e Japão, que avançaram seis décimos no primeiro caso, e três no segundo.

O crescimento do PIB da Alemanha e dos Estados Unidos caiu quatro décimos, até 0,3% e 0,1%, respectivamente, enquanto o do Reino Unido caiu três, até 0,3%, e o da Itália aumentou outros três em nível trimestral, até 0,3%.

Em termos anualizados, por outro lado, os Estados Unidos e o Reino Unido registraram os maiores avanços, de 3% e de 2,4%, seguidos pela Alemanha (1%, cinco décimos a menos que no trimestre anterior) e França, que passou de um crescimento anualizado estagnado no trimestre precedente a uma alta de 0,7%.

O PIB do Japão caiu em nível anual até 1,4% entre janeiro e março, frente à queda de 0,8% do trimestre anterior, e a Itália passou nesse mesmo período de uma baixa de 0,5% a um crescimento nulo.

Na União Europeia, o PIB se manteve em 0,4% no primeiro trimestre e aumentou um décimo, até 1,4% em nível anual, enquanto na zona do euro os avanços foram respectivamente de um décimo, até 0,4% e 1%. EFE