Cristãos sequestrados pelo Estado Islâmico são levados para base do grupo

  • Por Estadão Conteúdo
  • 25/02/2015 18h50

Com o aumento da tensão nesta quarta-feira entre os extremistas do Estado Islâmico, curdos e cristãos milicianos pelo controle de um conjunto de vilarejos ao longo de um rio no norte da Síria cerca de 90 cristãos sequestrados pelo Estado Islâmico foram levados para uma das bases do grupo.

O Rio Khabur, na província de Hassakeh, faz fronteira com a Turquia e o Iraque e tornou-se um campo de guerra na Síria. A região é habitada predominantemente por curdos, mas também tem população árabe e cristãos assírios e armênios. 

O destino dos sequestrados, em sua maioria de origem cristã assíria, permanece uma incógnita. Os extremistas podem estar usando os reféns para tentar uma troca de prisioneiros com a milícia curda. 

A agência de notícias estatal síria, SANA, e a Organização Assíria de Direitos Humanos na Síria afirmaram que os reféns foram levados para Shaddadeh, cidade controlada pelo grupo extremista. Os Estados Unidos e a coalizão de parceiros regionais estão conduzindo uma série de ataques aéreos contra o Estado Islâmico e já atingiram a cidade.

“Além de aterrorizar as pessoas, um dos objetivos do Estado Islâmico é sequestrar pessoas para usar como escudo humano como proteção dos ataques aéreos da coalizão”, disse Osama Edward, diretor da Organização Assíria de Direitos Humanos. 

De acordo com informações da agência, o líder da Igreja Ortodoxa grega, Gregory III Laham, afirmou que além do sequestro, os extremistas destruíram uma das igrejas mais antigas da Síria, em Tal Murmiz. Fonte: Associated Press.