Cúpula da Segurança Pública nega racha em investigação de chacina em SP

  • Por Jovem Pan
  • 28/08/2015 16h35
SÃO PAULO, SP, 28.08.2015 - CHACINA-SP - Manifestantes da ONG Rio de Paz durante protesto contra as 19 vítimas mortas em Osasco-Baueri, após a morte de Leticia da Silva de 15 anos a vítima mais jovem da chacina, na Av Paulista na região central de São Paulo nesta sexta-feira, 28. (Foto: Marcos Moraes / Brazil Photo Press/Folhapress)Rio da Paz protesta contra chacina de Osasco e Barueri na Avenida Paulista

A cúpula da Segurança Pública negou racha na força-tarefa que investiga a chacina na região metropolitana. A Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo divulgou nota nesta quinta-feira (27) repudiando a ação da Corregedoria da PM no caso. A entidade afirmou que o trabalho investigativo foi obstruído e a justiça prejudicada.

O delegado-geral de polícia, Youssef Abou Chahin, negou qualquer racha e disse que “muito em breve” vai ter respostas para o caso. “Estamos ebem integrados, a investigação está indo bem. Muito em breve teremos respostas que a sociedade está pedindo”.

O secretário estadual da Segurança Pública de São Paulo também negou qualquer tipo de obstrução entre as polícias. Alexandre de Moraes disse que a força-tarefa ouviu testemunhas mais de uma vez e está checando a versão dada pela namorada do soldado da PM que está preso.

“Ao realizarmos esse cruzamento do material colhido pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, várias inconsistências e algumas testemunhas já foram verificadas. Este depoimento da namorada do PM que se encontra preso foi muito importante e as informações passadas vão ser checadas”, explicou.

O soldado da PM, Fabrício Emmanuel Eleutério permanece no presídio Romão Gomes preventivamente pelo pedido feito no âmbito da justiça militar.

O presidente do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, Paulo Adib Casseb, disse que a prisão preventiva foi necessária para que as investigações não fossem prejudicadas. “É fundamental por respeito à hierarquia e a disciplina e para que não haja prejuízo para a investigação”.

Ato pede punição a envolvidos em chacina

O núcleo paulista da Organização Não Governamental Rio da Paz fez uma manifestação simbólica sob a fachada do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, cobrando a identificação dos autores da chacina que deixou 19 mortos em Osasco e Barueri no último dia 13. 

O ato, realizado nesta sexta-feira (28) estendeu 19 sacos pretos sobre a calçada da via paulistana. O grupo alçava uma faixa também na qual se lia: “Quem matou 19?”. O protesto se deu um dia depois de confirmada a morte da 19ª vítima da chacina, que estava internada até então no Hospital Municipal de Osasco. Letícia Vieira da Silva tinha apenas 15 anos e foi baleada no abdómen.