Cúpula política do Amanhecer Dourado será julgada por diversos delitos

  • Por Agencia EFE
  • 04/02/2015 15h55

Atenas, 4 fev (EFE).- Um total de 72 membros do partido neonazista grego Amanhecer Dourado, que é a terceira força parlamentar na Grécia, entre eles seu líder e a cúpula da formação, serão julgados pelo delitos de pertencer e dirigir uma organização criminosa, assassinato e posse de armas, entre outros.

Entre os que serão julgados figuram o líder de Amanhecer Dourado, Nikolaos Mijaloliakos, seu “número dois”, Jristos Pappas, e o até agora porta-voz do grupo parlamentar, Ilias Kasidiaris, todos atualmente em prisão preventiva.

As detenções começaram em setembro de 2013 após o assassinato do rapper esquerdista Pavlos Fyssas pelas mãos de um militante do Amanhecer Dourado.

Entre os que sentarão no banco durante o julgamento, para o qual ainda não há data fixada, também estará o assassino de Fyssas, Yorgos Rupakias, simpatizante da formação, que já cumpre pena por este crime.

O assassinato do jovem cantor causou grande consternação na Grécia e foi a detonante para a investigação sobre os membros o partido ultradireitista.

“Rejeitamos as acusações de pertencer e dirigir um grupo criminoso que recaem sobre nossos deputados, que não devem ser julgados”, assegurou o Amanhecer Dourado em comunicado divulgado após ser revelada a decisão do Conselho de Juízes da Grécia.

“Amanhecer Dourado, a terceira força política do país, rejeitou desde o primeiro momento as acusações e a conspiração contra nossos deputados”, afirmou.

O fato de que sua cúpula e vários simpatizantes se encontram em prisão preventiva não diminuiu popularidade do Amanhecer Dourado, que foi o terceiro mais votado nas eleições gerais de 25 de janeiro, com 6,28% dos votos.

Durante a campanha eleitoral, na qual seus dirigentes presos não puderam participar presencialmente, o Amanhecer Dourado acusou o governo do conservador Antonis Samaras de instigar uma perseguição política contra si.

Dos 16 deputados de Amanhecer Dourado, sete estão em prisão preventiva, outros três em prisão domiciliar e dois em liberdade condicional com proibição de participar de atos políticos. EFE