Dedo do Cristo Redentor danificado por raio será restaurado a partir de terça-feira

  • Por Agencia Brasil
  • 17/01/2014 19h26
Raio atinge dedo do Cristo Redentor

O raio que atingiu o dedo médio da mão direita do Cristo Redentor, no Corcovado – com a forte chuva no Rio na quinta-feira passada (16) – começa a ser restaurado, pela empresa Cone Engenharia, a partir da próxima terça-feira (21).

A descarga elétrica de ontem atingiu superficialmente somente a pedra sabão da parte da mão que fica virada de frente para a Lagoa.

Segundo a arquidiocese que cuida do monumento, é cumum raios atingi-lo. A localização da estátua, no topo do Corcovado, favorece a recepção de descargas elétricas. Por isso, o Cristo já possui um pára-raios localizado à sua cabeça, mas este não funcionou na semana passada.

A restauração é feita com incentivos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e pelo Instituto do Patrimônio  Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “A parte atingida foi muito pequena e nada muito relevante a não ser pelo valor histórico do monumento”, avaliou a coordenadora de comunicação do Cristo Redentor, Nice Rodrigues.

Um outro raio também atingiu a placa de mármore com as informações turísticas aos visitantes, presa na base da imagem, mas em ambos casos o dano foi “superficial”. Na tempestade de quinta, mais de mil raios foram registrados apenas na Cidade Maravilhosa. Já no Estado carioca, 41 mil descargas foram anotadas.

Preparo prévio

Em março de 2013, outro raio atingiu também a mão direita do Cristo Redentor. Por isso, uma verba no valor de R$ 1,8 milhão estava alocada para essa obra e vai ser usada para a remodelação da imagem do Cristo, já prevista pela arquidiocese.

A assessoria do Cristo Redentor chegou até a brincar com a história de que raios não caem duas vezes no mesmo lugar, “mas no Cristo eles caem”.

Como a visita ao Monumento ao Cristo Redentor aumenta bastante nesta época do ano e as chuvas de verão atingem muito a região do Parque Nacional da Tijuca, onde fica a estátua, os próprios funcionários que trabalham no Cristo são treinados para orientar os turistas a descer em caso de fechamento do tempo, com ameaça de chuva forte.

O Brasil, onde em média caem cinco milhões de raios por ano, é um dos países do mundo mais afetados por este tipo de descarga elétrica, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

 

(Com informações da EFE e da Agência Brasil)