Depois de explosões de gás matarem 26, autoridades pedem revisão de sistema

  • Por Agencia EFE
  • 01/08/2014 12h02

Taipé, 1 ago (EFE).- A prefeita da cidade de Kaohsiung, Chen Chu, em Taiwan, pediu nesta sexta-feira a reorganização das redes de encanamentos petroquímicos na cidade para evitar que as explosões que causaram 26 mortes e deixaram 266 feridos aconteçam novamente, segundo os últimos dados do Centro Nacional de Emergências.

Funcionários de Economia se mostraram favoráveis ao pedido feito por Chen ao Ministério e afirmaram que serão estabelecidas as causas e responsabilidades pelo incidente.

A explosão, que aconteceu na madrugada de quinta-feira para hoje, é a mais grave do tipo na ilha em uma década, e deixou 12 mil pessoas deslocadas, de acordo com dados da prefeitura.

O ministro da Economia, Chang Chia-juch, disse que as explosões foram causadas, provavelmente, pela ruptura de encanamentos de gás propano, mas que “as causas e fonte das fugas de gás estão sendo investigadas pelos órgãos competentes”.

Os moradores disseram ter visto uma espuma branca saindo das bocas de lobo e um forte cheiro de gás por volta das 21 horas da quinta-feira, perto de uma obra do trem leve da cidade.

A polícia e os bombeiros isolaram a área e jogaram água com mangueiras para controlar a situação, mas não puderam impedir uma série de explosões por volta de meia-noite, o que causou terror entre os residentes e devastação nas ruas.

As equipes de resgate encontraram duas pessoas feridas, lançadas pela explosão no terraço de um prédio de quatro andares, enquanto um carro foi encontrado no terceiro andar de um edifício, evidenciando o poder das explosões.

Mais de 500 militares trabalharam toda a noite para encontrar sobreviventes sob os escombros, enquanto em Taipé o governo de Taiwan interrompeu várias atividades para dirigir as operações de resgate e salvamento.

Vários caminhões de bombeiros tombaram nos buracos nas ruas, e os soldados passaram horas apagando as chamas em incêndios de até dez metros quadrados que duraram muitas horas.

Várias atividades públicas, como dois importantes eventos neste fim de semana e a campanha para as eleições locais de novembro, foram suspensas e as bandeiras ficarão a meio mastro durante três dias em sinal de luto.

Vários supermercados doaram água e pães, e um hotel ofereceu abrigo temporário gratuito para os moradores desalojados pelo desastre, enquanto chegam mensagens de apoio e ajuda financeira de empresas e políticos locais e estrangeiros, incluído o presidente da China, Xi Jinping, quem ofereceu suas condolências.

Quatro bombeiros morreram e 22 ficaram feridos em uma operação de resgate que mobilizou 1.392 membros do Serviço Central de Emergência e 84 caminhões de bombeiros, 1.439 soldados e 125 veículos militares, além de equipes de outros órgãos. EFE