Desafio agora é manter Brasil fora do Mapa da Fome, avalia FAO

  • Por Agencia EFE
  • 14/10/2014 16h54

São Paulo, 14 out (EFE).- O representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, comentou nesta terça-feira os recentes resultados do país no combate à fome e a sua saída pela primeira vez do chamado “Mapa da Fome”.

Presente no “Fórum Desafio 2050”, que abordou os desafios para acabar com a fome mundial no cenário de uma população estimada de 12 bilhões de pessoas, Bojanic classificou os resultados do Brasil nos recentes relatórios divulgados pela FAO como “exemplares”.

Segundo o representante da FAO, os números demonstraram que o país não possui mais “problemas endêmicos ou estruturais”.

Atualmente, o Brasil possui 3,4 milhões de pessoas em condição subalimentar, o que representa menos de 5% da população, embora seja uma parcela ainda numericamente muito grande de pessoas sem acesso à segurança alimentar.

“É um problema que precisa ser atendido, mas levando em consideração outras políticas voltadas sobretudo a grupos ainda vulneráveis”, destacou Bojanic.

De acordo com Bojanic, “nenhum país no mundo tem diminuído a fome tão rápido quanto o Brasil”, principalmente por conta das políticas sociais implementadas na última década, entre elas a valorização do salário mínimo e da alimentação escolar.

“Os programas de alimentação escolar, por exemplo, são fundamentais nesse processo. São mais de 43 milhões de crianças que recebem alimentação todos os dias” lembrou Bojanic, classificando a solução como uma “receita básica” de “combinação entre incentivo à produção e políticas de proteção social”.

De acordo com o representante da FAO no Brasil, trata-se de um “grande esforço que também tem ligação com criar uma demanda específica para produtores de agricultura familiar” gerando o que chamou de “círculos virtuosos”.

“Podemos fazer para o futuro o que o Brasil fez nos últimos dez anos; e acreditamos que estamos em condições de fazer isso”, concluiu Bojanic. EFE