Deslizamento de terra na Colômbia deixa ao menos 154 mortos

  • Por EFE
  • 01/04/2017 11h42
Deslizamento de terra em Mocoa

Pelo menos 154 pessoas morreram após um deslizamento de terra ocorrido na sexta-feira em Mocoa, capital do departamento de Putumayo, no sul da Colômbia, pelo transbordamento de três rios, disseram neste sábado as autoridades.

Os transbordamentos ocorrem devido a uma forte chuva de várias horas que caiu nessa zona do país. Anteriormente, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos havia declarado que o total de mortos era de 112, porém esse número já foi atualizado para 154. “Não sabemos quantos serão, seguimos buscando e a primeira coisa que quero dizer é que meu coração e o de todos os colombianos estão com as vítimas desta tragédia”, disse Santos. 

A tragédia ocorreu na noite de sexta-feira, quando uma forte chuva aumentou o nível dos rios Mocoa, Sangoyaco e Mulatos, cujos transbordamentos provocaram uma avalanche de água e pedras que levou tudo o que encontrou pelo caminho.

Segundo a Prefeitura de Mocoa, cidade de 45 mil habitantes, além dos mortos, há cerca de 220 pessoas feridas e um número indeterminado de desaparecidos porque o deslizamento afetou 17 bairros.

Moradores de Mocoa disseram à Efe que a cidade está sem energia elétrica porque o deslizamento levou tudo o que estava na passagem.

“Todo o setor está sem energia desde as 23h”, disse à Agência Efe Edilberto Ruiz, que acrescentou que “as chuvas diminuem em Mocoa, mas que foram constantes durante os últimos dias”.

Segundo os habitantes, as chuvas foram tão intensas que os rios Mulato e Taruca, que desembocam no rio Mocoa, saíram de seu leito e agravaram a tragédia

Devido à dimensão da tragédia, os serviços de emergência do principal hospital da cidade colapsaram pela quantidade de feridos, segundo detalhou o comandante da Brigada 27 do Exército, general Adolfo Hernández.

O oficial detalhou que “estão sendo feito esforços de busca no setor de Puerto Limón, onde apareceram alguns corpos”.

Sobre a situação em Mocoa, cidade situada no meio da floresta da região amazônica que só se comunica com o restante do país por via aérea e por uma precária estrada, o militar afirmou que já começaram a chegar auxílios, apesar das dificuldades de acesso.