Desocupação de prédio no Rio termina com 11 feridos e 3 presos

  • Por Agencia EFE
  • 14/04/2015 14h51

Rio de Janeiro, 14 abr (EFE).- Três pessoas foram presas e 11 ficaram feridas nesta terça-feira no Rio de Janeiro durante a ação de reintegração de posse do prédio onde funcionou a antiga sede do Flamengo, na Avenida Ruy Barbosa, que tinha sido ocupada por um gupo de famílias.

O edifício foi arrematado recentemente pelo EBX, do empresário Eike Batista. O tumulto começou quando a polícia, cumprindo ordem de despejo determinada pela polícia, começou a retirar os sem-tetos que ocupavam o local há uma semana.

O edifício Hilton Santos, situado em frente à praia do Flamengo, está desocupado desde que o Grupo EBX declarou a falência de algumas de suas empresas.

O empresário, que chegou a ser considerado o oitavo homem mais rico do mundo antes dos problemas financeiros que se estenderam a quase todas suas companhias, tinha arrendado a edificação para transformá-la em um hotel. As obras, no entanto, nem chegaram a começar.

Apesar dos ocupantes terem inicialmente aceitado um acordo para deixar pacificamente o edifício, a polícia teve que ingressar repentinamente no prédio ao constatar que alguns sem-tetos tinham colocado fogo em colchões e móveis no interior do prédio.

O fogo gerou pânico entre os que estavam saindo e se iniciou uma correria nas imediações e protestos de grupos que já estavam do lado de fora do edifício. A polícia conteve a confusão com gás lacrimogêneo.

Os incidentes terminaram com a detenção de dois dos manifestantes e de um policial acusado de disparar spray de pimenta em uma criança.

Os bombeiros conseguiram conter rapidamente os focos de incêndio e a polícia cercou a edificação após o local ter sido totalmente evacuado para se evitar uma nova invasão.

Onze pessoas foram levadas para hospitais públicos após o incidente por ferimentos ou princípios de intoxicação, mas nenhum dos casos era grave.

Além disso, uma mulher que estava grávida e deu à luz durante a madrugada de hoje também foi encaminhada para um hospital. EFE

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