Destino incorreto de lixo eletrônico preocupa; veja como descartar

  • Por Jovem Pan
  • 13/07/2014 09h46

O descarte correto de lixo eletrônico ainda é desconhecido, mas preocupa pelo alto impacto ambiental. Estudo recente da ONU mostra que a geração do chamado iLixo alcançou 49 milhões de tonaladas em 2012, o que representa 7kg por habitante. A preocupação é maior quando se observa a projeção para 2017, que é de 65 milhões de toneladas. Esta quantidade seria suficiente para encher 200 edificios como o Empire State, em Nova Iorque.

São consideados lixos eletronicos monitores, computadores, impressoras, celulares e outros dispositivos obsoletos. No Brasil, a produção deste material no ano de 2012 foi de quase 1,5 tonelada, com potencial para aumentar muito mais. A coordenadora do Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (Cedir), da Universidade de Sao Paulo (Usp), a professora Tereza Cristina Carvalho, explica a importância do descarte correto destes produtos. “Todo monitor tem um cabo de cobre. As pessoas quebram aquilo e acabam quebrando um vidro, e o chumbo do monitor e vai ser lavado com a chuva. Depois vai para o lençol freático. O chumbo é um metal pesado, que faz mal para o sistema neurológico. Este é o exemplo mais crítico porque é muito chumbo para um equipamento só”, explica ela.

Na Unicamp é realizado o trabalho de reaproveitamente do lixo eletrônico com garantia de sobrevida aos dispositivos. O Diretor de Serviços em Informática, José Alberto Fonseca, explica que quase todos os equipamentos podem ser reaproveitados após o descarte. “Para algumas funções mais simples, como navegação na internet ou email, um equipamento mais antigo, desde que com um pouco mais de memória, é possível. Aqui a gente consegue recuperar uma boa taxa desses equipamentos, e a Unicamp usa esse serviço”.

O trabalho da Unicamp atende apenas à Universidade, mas a Cedir da Usp é aberto ao público.

Serviço:
Cedir
Segunda a sexta
8h às 18h
(11)3091-6454