Dilma diz que luta contra pobreza e fome são os grandes desafios da Celac

  • Por Agencia EFE
  • 29/01/2015 01h07

Belém (Costa Rica), 28 jan (EFE).- A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira que a luta contra a pobreza e a erradicação da fome são os dois grandes desafios a serem enfrentados pela Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), que realiza sua terceira cúpula na Costa Rica.

A presidente destacou a adoção por parte da Celac de um plano de segurança alimentar e erradicação da fome, para o ano de 2025, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

“Essa decisão reflete o compromisso político de acabar, até 2025, com a chaga da fome que por séculos vitimou milhões de nossos cidadãos e ainda não foi totalmente superada em nossa região”, disse Dilma durante seu discurso na 3ª Cúpula da Celac, que acontece até amanhã na Costa Rica.

Para atacar a pobreza que afeta 28% da população da América Latina e do Caribe, a presidente citou como exemplo as iniciativas do governo brasileiro para melhorar a qualidade da educação e a competitividade, apesar de vivermos em uma época de baixo crescimento econômico.

“É necessário que tenhamos um foco central na educação de qualidade – da creche e educação infantil à pós-graduação – e na construção de uma forte capacidade de inovação das empresas e do Estado”, declarou.

Por outro lado, Dilma elogiou o reestabelecimento de relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, ao considerar que essa decisão é “benéfica para todos os cidadãos do continente” e mostra que “começa a se retirar da cena latino-americana e caribenha o último resquício da Guerra Fria”.

“Não tenho dúvidas de que a CELAC tem sido um catalisador desse processo. Foram necessários coragem e sentido de responsabilidade histórica por parte dos presidentes Raúl Castro (Cuba) e Barack Obama (EUA), para dar esse importante passo e os dois Chefes de Estado merecem nosso reconhecimento pela decisão que tomaram”, opinou.

Além disso, Dilma aproveitou para criticar o embargo econômico dos Estados Unidos sobre Cuba, argumentando que ele “deve ser superado”, pois “é uma medida coercitiva, sem amparo no Direito Internacional, que afeta o bem-estar do povo cubano e prejudica o desenvolvimento do país”. EFE

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