Diplomatas argelinos sequestrados em 2012 no norte do Mali são libertados

  • Por Agencia EFE
  • 30/08/2014 11h44
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Argel, 30 ago (EFE).- Os dois últimos reféns argelinos sequestrados na cidade malinesa setentrional de Gao em 5 de abril de 2012, foram libertados ontem à noite, informou neste sábado o Ministério das Relações Exteriores da Argélia.

Um comunicado ministerial citado pela agência estatal “APS” precisou que se trata da libertação de Murad Guesas e Kedur Miludi.

O cônsul argelino da cidade malinês de Gao, Boualem Sias, e outros seis diplomatas foram sequestrados na sede diplomática desta cidade, a maior do norte do país, controlada por rebeldes tuaregue apoiados por grupos islamitas armados.

A nota ministerial lembra que Sias faleceu como consequência de uma doença crônica, e condena o assassinato “odioso” do diplomata Tahar Tuati.

Em julho de 2012, outros três dos diplomatas foram postos em liberdade.

Esse sequestro foi reivindicado pelo Movimento para o Monoteísmo e o Jihad na África Ocidental (MUYAO), um movimento terrorista que também perpetrou atentados nas províncias argelinas de Tamanrasset e Uargla.

Em abril, um dos diplomatas argelinos sequestrados no mesmo mês de 2012 pelos terroristas no norte do Mali acusou em um vídeo o governo argelino de “não fazer esforços” para obter sua libertação e a de seus colegas.

A liberdade de dois diplomatas argelinos ocorre nas vésperas da retomada das negociações em 1 de setembro entre o governo malinês e os grupos rebeldes tuaregue do norte do país, que começaram o julho em Argel.

Nos contatos participam, além disso do Executivo, o Movimento Nacional de Libertação de Azawad (MNLA), o Movimento Árabe de Azawad e um grupo dissidente com o mesmo nome, a Coordenação pela cidade de Azawad, a Coordenação de Movimentos, o grupo Frentes Patrióticos de Resistência e o Alto Conselho pela Unidade de Azawad.

O MNLA, que pegou em armas pela independência de Azawad (norte do Mali) em janeiro de 2012, junto aos outros dois grupos rebeldes, selou em 2013 com o governo central os acordos de Ouagadougou, que fizeram as bases se sentar para a busca de uma paz definitiva a um conflito que se remonta à independência do Mali em 1959. EFE

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