Dólar fecha em baixa pela quarta sessão consecutiva

  • Por Estadão Conteúdo
  • 08/12/2016 18h57
Dolar-Moeda estrangeiraDólar

O dólar fechou em baixa pela quarta sessão consecutiva nesta quinta-feira, 8. O recuo da divisa norte-americana foi direcionado, principalmente no mercado à vista, pela expectativa de que as medidas de ajuste fiscal tramitarão no Congresso com mais tranquilidade, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter Renan Calheiros na presidência do Senado. Os contratos futuros de dólar, por sua vez, tiveram um recuo mais tímido, uma vez que já haviam reagido ontem à decisão do Supremo e passaram hoje por realização de lucros. 

O dólar à vista encerrou em baixa de 0,68%, aos R$ 3,3798, somando perda de 2,65% em quatro sessões. Ao longo do dia a divisa variou entre a máxima de R$ 3,4173 (+0,43%) e a mínima de R$ 3,3717 (-0,91%), com movimentação mais intensa pela manhã. De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,376 bilhão. 

O recuo do dólar no mercado futuro, entretanto, foi mais contido O dólar à vista fechou ontem antes da conclusão do julgamento do STF, não dando tempo de precificar totalmente a decisão final, enquanto o segmento futuro já registrou na própria sessão de ontem uma queda mais acentuada decorrente do posicionamento favorável a Renan Calheiros no STF. Com isso, os contratos futuros passaram por alguma realização de lucros, principalmente, de manhã. 

O contrato de dólar para janeiro de 2017 fechou em baixa de 0,31%, aos R$ 3,3970, com giro de US$ 13,679 bilhões. Na máxima, o ativo chegou aos R$ 3,4400 (+0,95%), enquanto a mínima ficou em R$ 3,3930 (-0,43). 

Cabe ressaltar que, mais cedo, o mercado como um todo também enfrentou a volatilidade trazida pela decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), o que afastou investidores de moedas de economias emergentes. A instituição estendeu seu programa de relaxamento quantitativo (QE) até fim de 2017. Originalmente, o programa venceria em março. Porém, a partir de abril, as compras mensais serão de 60 bilhões de euros, e não 80 bilhões de euros como vinha sendo feito.