E-mails vazados de ex-secretário de Estado dos EUA criticam Trump e Hillary

  • Por Estadão Conteúdo
  • 14/09/2016 12h26
Colin Powell, former U.S. secretary of state, speaks during a Bloomberg Television interview in Washington, D.C., U.S., on Friday, May 24, 2013. Powell, who served in three Republican administrations, said U.S. President Barack's Obama's National Defense University speech "made it clear that there are still enemies out there" but the U.S. has to be "more careful" with the use of force, "especially with respect to drones." Photographer: Andrew HarrerColin Powell

O ex-secretário de Estado Colin Powell, em e-mails que acabaram vazados, criticou os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos. O republicano Donald Trump é qualificado como “uma desgraça nacional” e a democrata Hillary Clinton é alvo por causa de sua tentativa de igualar seu uso do e-mail com o do próprio Powell.

Os e-mails foram revelados no fim da terça-feira pelo BuzzFeed News. Powell – um general de quatro estrelas da reserva – disse ao BuzzFeed que não negava a autenticidade das mensagens. Falando posteriormente à rede NBC News, a ex-autoridade disse que “os hackers têm muito mais” de seus e-mails.

As mensagens foram postadas no site DCLeaks.com, que seria uma central para hackers ligados a grupos da inteligência da Rússia. O site já divulgou mensagens eletrônicas de outras figuras de Washington.

Nas mensagens vazadas, Powell disse que ficou relativamente quieto durante a ascensão de Trump, acrescentando que “seguir adiante e chamá-lo de idiota apenas dá força a ele”. Powell também criticou Hillary por tentar envolvê-lo na controvérsia pelo como a também ex-secretária de Estado usava uma conta de um servidor privado quando estava no posto.

Powell admitiu que usou um endereço de e-mail comercial para algumas questões de negócios. Hillary evitava usar só o e-mail do Departamento de Estado, o que é alvo de críticas na campanha

Entre as mensagens de Powell há comentários que refletem que ele também costumava usar o e-mail privativo para evitar criar documentos retidos pelo governo.