É precipitado falar em responsabilidades, diz presidente da Vale

  • Por Agência Estado
  • 11/11/2015 16h52
Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação)barragem

Os presidentes da Vale e da BHP Billiton, empresas donas da mineradora Samarco, se pronunciaram pela primeira vez após o rompimento das barragens de Mariana e anunciaram a criação de um fundo para ajudar os desabrigados e a reconstrução da cidade. O presidente da Vale, Murilo Ferreira, disse, no entanto, que “seria precipitação” falar em responsabilidades sobre o acidente antes do prosseguimento das investigações.

O fundo, privado, seria alimentado pelas duas empresas para dar suporte à Samarco. “Não acreditamos no sucesso de uma operação sem uma liderança única. A liderança aqui é da Samarco”, disse Ferreira.

Questionado sobre a demora da maior exportadora do Brasil em vir a público comentar o acidente, Ferreira afirmou que “não precisava” demonstrar que estava agindo na resposta ao desastre, mas sim agir.

Ferreira, no entanto, deixou de responder a questionamento sobre dados de que as minas da Vale vizinhas à Samarco também usavam a represa de rejeitos que rompeu.

Andrew Mackenzie, presidente da BHP, disse, por sua vez, que “lamentava profundamente o acidente” e que o povo de Minas e do Brasil deveria ter certeza de que a empresa está comprometida a resolver o problema.

Os executivos, entretanto, esquivaram-se de emitir qualquer avaliação sobre a extensão dos estragos.

Na coletiva, o presidente da Samarco, Ricardo Viscovi, confirmou que a terceira barragem das empresas em Mariana, a barragem de Germano, terá de passar por obras de reforço nas estruturas, afetadas por trincos. “Temos monitorado a barragem com radares e até o momento não houve movimento”, disse.