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Macroeconomia

Alckmin celebra acordo com bloco europeu e diz que livre comércio vai impulsionar investimentos no Brasil

Vice-presidente destaca fim das negociações entre Mercosul e EFTA e vê fortalecimento da estratégia brasileira de diversificação comercial

Felipe Cerqueira

Presidente da República Geraldo Alckmin e o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva durante Lançamento do Plano Safra da Agricultura
54624037176_79cfc022bc_k Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, celebrou nesta quarta-feira (2) a conclusão das negociações para um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) — bloco formado por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. O anúncio foi feito durante a Cúpula do Mercosul, realizada em Buenos Aires, na Argentina. “Sob a liderança do presidente Lula, anunciamos a conclusão de mais um acordo, que representa uma vitória do diálogo e do multilateralismo, a favor dos interesses comuns entre realidades econômicas distintas. Podemos crescer muito em investimentos recíprocos e no comércio”, afirmou Alckmin.

A expectativa é de que o acordo seja assinado até o fim do ano, abrindo um mercado com cerca de 290 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões. A negociação com o bloco europeu se soma a outros esforços recentes da política comercial brasileira, como a conclusão do acordo Mercosul-União Europeia, anunciada em 2024, e o acordo com Singapura, assinado em 2023. Para Alckmin, as iniciativas compõem uma estratégia nacional de diversificação de parcerias comerciais e reforçam a inserção do Brasil em mercados estratégicos.

Segundo o governo federal, o acordo com a EFTA garantirá livre comércio para quase 99% do valor das exportações brasileiras, tanto agrícolas quanto industriais. Além disso, quando considerado em conjunto com o tratado Mercosul-União Europeia, o Brasil poderá conquistar acesso preferencial a quase toda a Europa. Em 2024, o Brasil exportou US$ 3,1 bilhões em bens para os países da EFTA e importou US$ 4,1 bilhões. A expectativa é de que o novo acordo contribua para equilibrar essa balança, gerando novas oportunidades comerciais e de investimento.

O Ministério das Relações Exteriores também aponta que os países da EFTA estão entre os maiores em PIB per capita do mundo. A Suíça aparece como o 11º maior investidor estrangeiro direto no Brasil, com um estoque de US$ 30,5 bilhões, e a Noruega se destaca como principal doadora do Fundo Amazônia, com mais de R$ 3,4 bilhões em contribuições.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa da cúpula em Buenos Aires e reforçou, nos bastidores do evento, o compromisso do governo em avançar com os acordos comerciais ainda em 2025. A assinatura do tratado com a EFTA representará mais um passo para o Brasil ampliar sua presença nos mercados internacionais e atrair investimentos estratégicos, especialmente em áreas como tecnologia, inovação e sustentabilidade.

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