Após conversa entre Skaf e Lira, Fiesp adia divulgação de manifesto em defesa da democracia

Mais de 200 entidades, associações e sindicatos já assinaram o documento; texto deveria ser publicado no início desta semana

  • Por Gabriel Bosa
  • 30/08/2021 13h51 - Atualizado em 30/08/2021 16h03
Marcello Casal Jr./Agência Brasil Texto que visa mudanças no serviço público foi encaminhado ao Congresso em setembro de 2020

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) adiou nesta segunda-feira, 30, a divulgação de um manifesto em defesa da democracia. O texto, que já conta com a adesão de mais de 200 signatários dos setores financeiro e empresarial, estava previsto para ser divulgado no início desta semana. Ainda não há nova data de publicação. Segundo informações confirmadas à Jovem Pan, o documento foi tema de conversa entre o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante o fim de semana. Inicialmente, os interessados em assinar o texto deveriam se manifestar até as 17 horas de sexta-feira, 27. O prazo, porém, foi estendido para aumentar o número de apoiadores. A previsão é que mais dezenas de entidades, associações e sindicatos de todo o Brasil façam parte da mobilização. O texto, que ainda não tem uma versão final definida, prega a defesa da democracia através da harmonia entre os três Poderes. O documento está sendo redigido por membros da Fiesp e não deve citar nominalmente nenhum agente político ou instituição.

Outras associações divulgaram documentos semelhantes nesta segunda-feira. A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) publicou um texto intitulado “Carta Aberta ao Brasil”, onde cita a necessidade de harmonia entre os membros da República e o respeito às instituições. Representantes sindicais, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT), entre outros, divulgaram o manifesto “Resgatar o Brasil para os brasileiros”, com críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os reflexos do constante embate entre os três Poderes ao mercado de trabalho.