Avianca pede falência nos EUA por causa de crise por coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 10/05/2020 19h10
DivulgaçãoEmpresa anunciou decisão voluntária em comunicado neste domingo (10)

A companhia aérea colombiana Avianca anunciou neste domingo (10) que pediu para usar a lei de falências dos Estados Unidos para iniciar um processo de reorganização devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

“A Avianca Holdings e algumas de suas subsidiárias e afiliadas apresentaram hoje, voluntariamente, um requerimento para o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, a fim de preservar e reorganizar os negócios da Avianca”, declarou a empresa em comunicado.

Imobilizada desde 23 de março devido à proibição de voos ordenada pelo governo da Colômbia, a companhia aérea justificou a medida na velocidade e na escalada do impacto da crise da Covid-19, a qual classificou como “dramática”.

“Aproveitar este processo foi necessário devido ao impacto imprevisível da pandemia da Covid-19, que causou uma diminuição de 90% no tráfego mundial de passageiros. A LifeMiles, empresa que administra o programa com o mesmo nome, não faz parte da aplicação do Capítulo 11”, detalha a Avianca Holdings.

A companhia, que completou 100 anos em dezembro passado, acrescentou que a suspensão das operações regulares de passageiros reduziu sua receita consolidada em mais de 80% e exerceu uma pressão significativa sobre sua liquidez.

“Os efeitos da pandemia de Covid-19 nos levaram a enfrentar a crise mais desafiadora dos nossos 100 anos de história como empresa”, disse o CEO da Avianca Holdings, Anko van der Werff, citado no comunicado.

Van der Werff destacou que, apesar do sucesso da reestruturação da dívida da Avianca Holdings no ano passado, aproveitar a lei de falências é um passo necessário para enfrentar os desafios financeiros, já que a recuperação do setor será gradual.

“Quando as restrições governamentais sobre viagens aéreas forem suspensas e formos capazes de retomar gradualmente nossos voos de passageiros, esperamos contribuir para o renascimento da economia na Colômbia e em nossos outros mercados-chave e reincorporar nossos funcionários”, salientou.

*Com EFE