Bancários e Fenaban negociam questões sobre saúde e condições de trabalho

  • Por Estadão Conteúdo
  • 19/07/2018 13h05
Elza Fiúza/Agência BrasilImagem da greve dos bancários de 2017

Após definição do calendário das negociações da campanha salarial de 2018 dos bancários no dia 12, representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e dos trabalhadores iniciaram nesta manhã de quinta-feira, 19, a rodada de negociação sobre questões relacionadas à saúde dos profissionais e às condições de trabalho nas empresas. A reunião deve se estender até as 19h, informou a assessoria de imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

A campanha unificada da categoria, liderada pelo Comando Nacional dos Bancários, argumenta que os funcionários dos bancos estão entre os que mais adoecem no País. “Se antes a maior causa de afastamentos eram lesões por esforço repetitivo, desde 2013 transtornos mentais e comportamentais se mantiveram como as enfermidades com maior incidência”, aponta em nota a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e uma das representantes da categoria na mesa de negociação, Ivone Silva.

“Isso evidencia o quanto a política de gestão dos bancos, focada na cobrança abusiva de metas, assédio moral, competição e sobrecarga adoece o bancário”, afirma a sindicalista. Na reunião desta quinta-feira, os representantes dos bancários pretendem reivindicar a manutenção de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que “protegem a saúde dos profissionais e combatem o assédio”. A categoria também pretende propor avanços sobre a reabilitação no retorno ao trabalho. “Não pode manter as mesmas condições que levaram ao adoecimento”, diz Ivone.

Sobre a CCT, que tem validade até 31 de agosto, os representantes dos bancos ainda não assinaram um pré-acordo para garantir a vigência das cláusulas até que o novo acordo seja definido. Já há, porém, um compromisso nesse sentido, caso as negociações se estendam para além da data.

Já estão agendadas outras mesas de negociação, sobre questões relacionadas a emprego (25/7) e às cláusulas econômicas (1/8).