Com dados domésticos e exterior favoráveis, Ibovespa abre em alta

  • Por Estadão Conteúdo
  • 01/08/2017 11h15
SÃO PAULO 27 11 2014 IBOVESPA FOTO HUGO ARCE/FP HUGO ARCE/Fotos Públicas Às 10h24 desta terça, o Ibovespa subia 0,21% aos 66.060 pontos

O Ibovespa abriu com sinal positivo como era esperado em uma manhã de queda dos juros futuros e alta dos índices acionários externos. A reafirmação da possibilidade de o Copom cortar a Selic em 1 ponto porcentual na reunião de setembro e o resultado da produção industrial, medida pelo IBGE, melhor que a mediana das projeções colaboram para a apreciação do Índice Bovespa.

Um contraponto à melhor perspectiva macroeconômica é o PMI industrial do Brasil, calculado pela Markit e que caiu de 50,5 em junho para 50 em julho. Resultados abaixo de 50 mostram contração da atividade.

Às 9h desta terça-feira (1º), o IBGE divulgou a produção industrial em junho, que veio melhor que as medianas das estimativas captadas pelo Projeções Broadcast. O resultado de estabilidade (0%) em junho ante maio não é tão positivo, mas veio melhor que a mediana negativa de 0,3%, calculada a partir do intervalo de -0,9% a +0,4%. “É uma notícia que ajuda a Bolsa no Brasil em um dia em que o clima lá fora já é positivo”, afirmou o analista da Clear Corretora Raphael Figueredo.

O noticiário corporativo também apoia a valorização de algumas ações. Um exemplo é a ação do Itaú Unibanco, que opera com ganhos, depois de a instituição financeira divulgar balanço. O lucro líquido atingiu R$ 6,169 bilhões no segundo trimestre, resultado 10,65% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado de R$ 5,575 bilhões.

Às 10h24 desta terça, o Ibovespa subia 0,21% aos 66.060 pontos. Na máxima, havia marcado 66.195 pontos (+0,42%). A PN do Itaú Unibanco subia 1,72%. A ON da Petrobras caía 0,65% em linha com o recuo nos preços do petróleo (Brent para outubro -1,06% e WTI para setembro -0,92%).

No cenário macroeconômico, está no radar a possibilidade de aumento do déficit já multibilionário previsto para a meta fiscal. Na segunda-feira, 31, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu que pode alterar a meta, que fora considerada “frouxa” no ano passado.

Quando assumiu, em meados do ano passado, Meirelles elevou o déficit na meta fiscal de 2017 de R$ 65 bilhões para R$ 139 bilhões, assumindo o compromisso de cumprir o novo alvo. Mas agora esse rombo pode ir para R$ 159,5 bilhões.