Disparada do Ibovespa, pode ser bolha?
Investidor global investe no Brasil como uma estratégia de diversificação global a fim de reduzir os riscos relacionados à guerra tarifária
Apesar de todo o risco fiscal envolvendo o Brasil, a bolsa sobe fortemente. A guinada no preço das ações é resultado da forte demanda de estrangeiros pelos papéis brasileiros. O investidor global investe no Brasil como uma estratégia de diversificação, a fim de reduzir os riscos relacionados à guerra tarifária, à sobrevalorização das empresas de IA, às tensões geopolíticas e às incertezas da política monetária americana. Além disso, como o real ainda está desvalorizado em relação ao dólar, para o estrangeiro, “o Brasil está barato”.
Todos esses fatores explicam a forte entrada de fluxo estrangeiro no país, o que reduz a cotação do dólar e impulsiona a bolsa. Por outro lado, a guinada do Ibovespa tem despertado o receio de o mercado financeiro brasileiro estar próximo de uma bolha.
O BofA (Bank of America) foi o primeiro a alertar para esse risco. De acordo com o banco, há o risco de uma sobrevalorização dos papéis brasileiros, impulsionada pelo dólar mais fraco, pela alta das commodities metálicas e pela perspectiva de quedas de juros menores no país.
A dúvida levantada pelo BofA é pertinente, principalmente ao considerarmos o risco fiscal. Se o próximo governo realizar um ajuste das contas públicas, a bolsa tem tudo para subir ainda mais. Entretanto, se o próximo governo não cortar gastos, poderá haver o estouro da bolha. Em algum momento, as perspectivas eleitorais vão afetar os mercados. É apenas uma questão de tempo.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.

Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.