Dívida pública bruta pode chegar a 100% do PIB no pós-crise, diz Salim Mattar

Secretário afirmou que aumento dos impostos não vai resolver o problema

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2020 16h46
Albino Oliveira - Ascom/MESalim Mattar afirmou que aumento dos impostos não vai resolver o problema

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercado do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou nesta quarta-feira (1) que a dívida pública bruta pode chegar a 100% do Produto Interno Bruto (PIB) após a pandemia da Covid-19.

Diante do contexto, o secretário disse que o aumento de impostos não é a solução. Segundo ele, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro também acreditam que a taxação não vai resolver o problema.

Sem aumento de tributos, Mattar destacou que a saída são as reformas estruturantes, como as PECs do pacto federativo, dos fundos públicos e emergencial, além da administrativa. O secretário também destacou em apresentação projetos como o da Nova Lei do Gás, da privatização da Eletrobras, e da autonomia do Banco Central.

Mattar ainda informou que a modelagem para a capitalização da Eletrobras está “sendo finalizada”, num trabalho a “quatro mãos” realizado entre o Executivo e o Congresso.

“A modelagem está sendo finalizada nesse momento, claro que Executivo tem de fazer a quatro mãos com o Congresso”, disse. Ele pontuou que as bancadas do Norte e Nordeste têm influência forte sobre a estatal e, por isso, esse processo de formatação passa pela participação do Parlamento, que precisa aprovar projeto de lei para autorizar a capitalização da empresa.

Mattar estimou que, se o Congresso aprovar o PL até setembro, a Eletrobras poderá ir a mercado ainda no primeiro trimestre de 2021. Se o projeto for aprovado até outubro, o processo ficaria para segundo trimestre do próximo ano. O Executivo apresentou no ano passado um PL para a capitalização da empresa, que não caminhou no Congresso.

O secretário afirmou ainda que, segundo o cronograma do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a desestatização dos Correios deve ocorrer no quarto trimestre de 2021.

*Com Estadão Conteúdo