Dólar avança com invasão da Rússia à Ucrânia; Bolsa recua aos 110 mil pontos

Mercados em todo o mundo são abalados pelo retorno dos conflitos no território europeu

  • Por Jovem Pan
  • 24/02/2022 12h32 - Atualizado em 24/02/2022 14h53
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FERNANDA LUZ/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Mão segura notas de dólar Dólar recua com mercados analisando impactos da inflação nos EUA

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo negativo nesta quinta-feira, 24, seguindo o pessimismo global após o avanço das tropas russas sobre a Ucrânia. No cenário doméstico, investidores analisam o recuo do desemprego para 13,2% em 2021. Por volta das 14h50, o dólar registrava alta de 2,8%, cotado a R$ 5,143. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,150, enquanto a mínima não passou de R$ 5,036. O movimento interrompe a sequência de quedas da moeda norte-americana ante o real nos últimos quatro dias. Na véspera, o dólar encerrou com recuo de 0,95%, a R$ 5,004 — a menor cotação desde o fim de junho. Seguindo o clima negativo em todo o mundo, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, operava com retração de 2,4%, aos 109.341 pontos. O pregão encerrou nesta quarta-feira, 23, com queda de 0,94%, aos 111.827 pontos.

Tropas da Rússia avançaram no território ucraniano após ocuparem duas províncias rebeldes na região Leste do país. Foram registradas explosões na capital Kiev e em outras seis cidades. Um assessor do presidente da UcrâniaVolodymyr Zelensky, informou que mais de 40 soldados ucranianos morreram nas primeiras horas da invasão russa. Segundo Kiev, 50 ocupantes russos foram mortos, além de seis aviões e dois helicópteros inimigos terem sido abatidos. A informação foi publicada pelas Forças Armadas da Ucrânia nas redes sociais. Enquanto isso, os militares da Rússia afirmam terem destruído os sistemas de defesa antiaérea ucraniano e que colocaram “fora de serviço” bases do país onde Moscou iniciou a operação militar.

No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou nesta manhã que a taxa de desemprego recuou de 13,8% em 2020 para 13,2% em 2021.  Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). “Todas as regiões mostraram expansão no contingente de trabalhadores, o que contribui para a redução da taxa de desocupação em 2021, mas apenas a Sul se encontra com esse indicador abaixo do de 2019, ano anterior ao da pandemia”, afirmou Adriana Beringuy, analista da Pesquisa.

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