Dólar mantém alta e supera marca de R$ 5

No valor máximo do dia, a moeda chegou a R$ 5,0402; possível aumento dos juros nos Estados Unidos e uma desaceleração econômica na China impulsiona desvalorização do real

  • Por Jovem Pan
  • 27/04/2022 12h40 - Atualizado em 27/04/2022 13h02
Paulo Guereta/Zimel Press/Estadão Conteúdo - 24/03/2022 Notas de dólar sobrepostas e, no fundo, a base de um notebook Nos últimos dias, o dólar voltou a subir frente ao real

O dólar passou a marca dos R$5,00 na manhã desta quarta-feira, 27. Após atingir seu valor mínimo no início do mês, ao ser comercializado por R$ 4,60, a moeda estagnou suas perdas e voltou, nos últimos dias, a acumular uma forte alta. Nesta quarta-feira, no valor máximo do dia, o dólar chegou a R$ 5,0402, uma alta de 0,62% — o mínimo foi de R$4,981. A moeda abriu estável, a R$ 4,9877, e recuou até R$ 4,986. Às 9h05, no entanto, a moeda retomou a alta, superando o patamar de R$5 às 9h09.

O que explica a alta?

Alguns fatores explicam a interrupção na queda da cotação do dólar e a nova desvalorização. É esperado que o Banco Central dos Estados Unidos aumente os juros e, com isso, o país norte-americano torne-se mais atrativo para a alocação de recursos. Isso porque investimentos em renda fixa em países desenvolvidos são mais confiáveis em comparação com mercados emergentes. Com isso, investidores que optaram por aplicar seus recursos em países como o Brasil, tendem a realocar seus recursos e o real se desvaloriza frente ao dólar.

Outro fator que impulsiona a queda do real frente à moeda norte-americana é a provável desaceleração econômica da China. A cidade mais populosa do país, Xangai, está sob um regime de lockdown após uma alta nos casos de Covid-19. Há a possibilidade da capital, Pequim, também enfrentar um período de restrição na circulação dos munícipes para combater a proliferação do vírus respiratório. A ação tende a influenciar os acordos do gigante asiático, a segunda maior economia do mundo e o principal parceiro econômico brasileiro.