Dólar tem novo dia de queda e fecha em R$ 4,20

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2019 20h17
Arquivo/Agência BrasilDólar segue em baixa e fecha a R$ 4,18

O dólar teve novo dia de queda, a segunda consecutiva, e chegou a ser negociado a R$ 4,18, mas o movimento perdeu fôlego na parte da tarde e a divisa voltou ao nível de R$ 4,20.

O câmbio desta terça-feira (3) foi influenciado pelos dados bons do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no terceiro trimestre, e pela fraqueza do dólar no exterior, que recuou ante divisas fortes e a emergentes. A moeda americana fechou a terça em baixa de 0,15%, a R$ 4,2056.

A relação comercial dos Estados Unidos com seus parceiros foi novamente um dos principais fatores a enfraquecer o dólar no mercado financeiro mundial. Após anunciar tarifas ao aço do Brasil e Argentina, o governo de Donald Trump quer taxar produtos da França e outros países europeus.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou ainda que o acordo comercial com a China pode ficar para 2020. “É a guerra comercial dos EUA com o resto do mundo”, afirma a economista da corretora Stifel, Lindsey Piegza. Nesse ambiente, o dólar operou em queda ante a maioria das moedas, fortes e emergentes.

No mercado doméstico, a notícia do dia foi a divulgação do PIB brasileiro do terceiro trimestre, que superou as estimativas e levou bancos como Goldman Sachs e Citi a revisarem para cima a perspectiva de crescimento para este ano e o próximo.

O economista-chefe do Goldman para a América Latina, Alberto Ramos, destaca que a demanda doméstica, puxada pela aceleração do consumo privado e um “robusto” crescimento do investimento ajudaram a fazer o PIB do terceiro trimestre avançar mais que o esperado.

Já o Bank of America Merrill Lynch avalia que o PIB trimestral mostra avanço da retomada econômica e começa a dar conforto para o investidor estrangeiro voltar ao Brasil. O banco projeta o dólar em R$ 3,84 no final de 2020, de acordo com relatório divulgado nesta terça. A combinação de dólar mais fraco no exterior e aumento da confiança dos agentes no Brasil, por conta do maior crescimento do PIB e avanço de reformas, deve contribuir para valorizar o real, ressalta o relatório.

*Com informações do Estadão Conteúdo