Economista apontado para BC defende atividade privada e diz que o Estado precisa ‘sair de cena’
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Indicado para a presidência do Banco Central, o economista Roberto Campos Neto destacou a necessidade de aprovação de reformas no país para diminuir o tamanho do Estado em diversas áreas da economia. Em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Campos Neto disse que o Brasil precisa desenvolver uma cultura de mais empreendedorismo, o que significa dar espaço á atividade privada no país.
“O Estado se tornou grande demais, ineficiente, excessivamente custoso e não atende a muitas das necessidades básicas de nossa população”, avaliou.
Ele lembrou que o atual governo prometeu implementar uma agenda “modernizadora e liberalizante”. Para se ter eficiência, disse, é preciso prestar contas.
Seguindo a linha de muitos economistas, Campos Neto defendeu a atividade privada, e disse que o Estado precisa reduzir sua atuação em diversas áreas.
Para ele, a excessiva intervenção estatal gera custos burocráticos. “Agora que temos a Selic em seu mínimo histórico de 6,5% a.a. por quase um ano, temos a oportunidade de perceber melhor essas imperfeições e de propor políticas alternativas que melhorem a eficiência de nossos mercados”, comentou.
Além da reforma da Previdência, para a qual deu destaque durante a sabatina, o economista citou outras medidas para diminuir os custos do setor público. “A estabilidade fiscal é fundamental para a redução das incertezas, o aumento da confiança e do investimento”.
A expectativa é de que o nome de Campos Neto seja aprovado ainda nesta terça na comissão e no plenário do Senado.
Também passam por sabatina Bruno Serra Fernandes, que ocupará a Diretoria de Política Monetária, e João Manoel Pinho de Mello, que será o titular da Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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