Entidades financeiras alertam para golpes em ressarcimentos do Master

A orientação é pela busca por informações e confirmações através dos veículos institucionais

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2026 19h39
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Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Fachada do Banco Central, em Brasília Fachada do Banco Central

Criminosos aplicam golpes em clientes que tinham direito ao pagamento de garantias de instituições liquidadas pelo Banco Central (BC), como o Banco Master. Golpistas usam os nomes do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de instituições do sistema financeiro e de entidades oficiais para enganar os clientes. As informações foram divulgadas neste sábado (24) em nota conjunta de um grupo de entidades do setor financeiro.

Segundo a nota, recentemente, foram identificadas as seguintes práticas criminosas:

  • Envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que simulam contatos institucionais.
  • Divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos, criados para induzir vítimas a fornecer dados pessoais, bancários ou cadastrais.
  • Solicitação de pagamentos indevidos ou antecipados, sob falsas promessas de benefícios, liberações de valores ou agilização de processos.
  • Uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e disparo de mensagens com links maliciosos.
  • Circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, que comprometem a segurança das informações.

As entidades que assinaram o documento são:

  • FGC – Fundo Garantidor de Créditos
  • ABBC – Associação Brasileira de Bancos
  • ABBI – Associação Brasileira de Bancos Internacionais
  • ABDE – Associação Brasileira de Desenvolvimento
  • Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento
  • Febraban – Federação Brasileira de Bancos
  • Zetta – Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de
    pagamentos

Caso Master

As liquidações do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.

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