Entidades financeiras alertam para golpes em ressarcimentos do Master
Criminosos aplicam golpes em clientes que tinham direito ao pagamento de garantias de instituições liquidadas pelo Banco Central (BC), como o Banco Master. Golpistas usam os nomes do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de instituições do sistema financeiro e de entidades oficiais para enganar os clientes. As informações foram divulgadas neste sábado (24) em nota conjunta de um grupo de entidades do setor financeiro.
Segundo a nota, recentemente, foram identificadas as seguintes práticas criminosas:
- Envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que simulam contatos institucionais.
- Divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos, criados para induzir vítimas a fornecer dados pessoais, bancários ou cadastrais.
- Solicitação de pagamentos indevidos ou antecipados, sob falsas promessas de benefícios, liberações de valores ou agilização de processos.
- Uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e disparo de mensagens com links maliciosos.
- Circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, que comprometem a segurança das informações.
As entidades que assinaram o documento são:
- FGC – Fundo Garantidor de Créditos
- ABBC – Associação Brasileira de Bancos
- ABBI – Associação Brasileira de Bancos Internacionais
- ABDE – Associação Brasileira de Desenvolvimento
- Acrefi – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento
- Febraban – Federação Brasileira de Bancos
- Zetta – Associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de
pagamentos
Caso Master
As liquidações do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).
O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.
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