Governo anuncia aumento da meta fiscal para R$ 159 bilhões em 2017 e 2018

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2017 19h27 - Atualizado em 15/08/2017 20h09
Brasília - Os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira e o da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa no palacio do planalto ( Valter Campanato/Agência Brasil)Meirelles falou em "excelente" notícia para o País, ao afirmar que a inflação está caindo

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou nesta terça-feira (15) o aumento do rombo na meta fiscal de 2017 e 2018. O déficit previsto para o atual ano, que era de R$ 139 bilhões, foi para $159 bilhões. Para 2018, o aumento do rombo foi maior: de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões

Segundo Meirelles, houve uma queda substancial na receita, que gerou uma consequente mudança na previsão para este e o próximo ano. Apesar deste anúncio, o ministro “amenizou” a informação com a afirmação de que a inflação está caindo sistematicamente. “Excelente notícia para o País”, disse.

Mas Meirelles afirma que, mesmo sendo uma boa notícia, a baixa da inflação gera um efeito importante que é a alteração na expectativa de arrecadação que era esperada há um ano, quando foi definida a meta. De acordo com ele, o valor deve ser de R$ 19 bilhões abaixo do aguardado.

Com isso, o governo Michel Temer luta para manter as contas deficitárias dentro da meta e resgatar a confiança do mercado. É uma tentativa também de evitar o uso de pedaladas fiscais, motivo oficial do impeachment de Dilma Rousseff, ou outras artimanhas contábeis para fechar os números do governo.

Mais cortes?

O governo busca ainda aliviar os gastos não obrigatórios e mais cortes devem atingir áreas sociais e serviços básicos. Programas como Bolsa Família e Fies tiveram corte nos repasses, tais quais órgãos estatais como a Polícia Federal, que deixou de emitir passaporte por um período por falta de recursos.

Veja nos comentários de Vera Magalhães e Denise Campos de Toledo:

Mais impostos?

Apesar do aumento no rombo nas contas, o Governo ainda tem de arrumar outras medidas para elevar as receitas no próximo ano. Uma delas deverá ser o aumento de impostos. A má notícia para o Palácio do Planalto é que essa ideia não é bem vista pelo Congresso, já na expectativa eleitoral.

Os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, respectivamente, já deixaram bem claro que dificilmente o Congresso aprovará o aumento de impostos ou a criação de novos tributos neste ano. Eles se reuniram com o presidente Temer e o ministro da fazenda Henrique Meirelles no último domingo (13). Meirelles, que defende o aumento de impostos, discutiu com Eunício sobre a possibilidade de se adotar a medida.

O ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman comentou no Jornal da Manhã sobre a “escolha de Sofia” que tem que fazer o governo Temer, entre aumentar impostos e cortar gastos:

A comentarista Joice Hasselmann também abordou o assunto na última segunda-feira: