Governo quer antecipar privatização da Eletrobras para este ano

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2019 10h27
Agência BrasilO modelo de privatização da Eletrobras deve ser definido até junho e a previsão é que a arrecadação chegue a R$ 12,2 bilhões

O governo decidiu acelarar o planos de privatização da Eletrobras. Os ministérios da Economia e de Minas e Energia querem antecipar a solução de 2020 para esteano. O modelo deve ser definido até junho e a previsão é que a arrecadação chegue a R$ 12,2 bilhões.

O Ministério de Minas e Energia defende a capitalização e pulverização do controle da companhia. A secretária executiva da pasta, Marisete Pereira, afirmou que o modelo amis adeuqado é o de capitalização.

O modelo faria com que o a Eletrobras lançasse novas ações ao mercado e o governo, que hoje detém 60% da companhia, não compraria esses papeis, o que reduziria sua fatia a 40%. Assim, embora fosse deixar o controle da empresa, manteria poder considerável sobre ela por meio de ações especiais golden share — ação especial que garante poder de veto em alguns pontos.

Trata-se do mesmo modelo proposto durante o governo Michel Temer, mas a União ainda estuda a melhor forma de “blindar” as subsidiárias Eletronuclear e Itaipu, que precisam permanecer sob controle estatal. A União não pode abrir mão do controle da Eletronuclear, pois a exploração é monopólio constitucional da União, e nem de Itaipu Binacional, sociedade com Paraguai.

O Ministério da Economia, por sua vez, estuda a possibilidade de que as subsidiárias da Eletrobras sejam transferidas para outra empresa do grupo, a Eletropar, e vendidas separadamente. O secretário especial de Fazenda do Ministério, Waldery Rodrigues Filho, defendeu o “drop down”, em que controladas – Chesf, Eletronorte, Furnas e Eletrosul- seriam repassadas à Eletropar, uma das subsidiárias do grupo, para a privatização.

Nesse modelo, a Eletrobras também continuaria com Itaipu e Eletronuclear, e a venda das controladas seria feita de forma separada.

A alternativa do Ministério da Economia embute o risco de que a venda de certas subsidiárias não se concretize. “Podemos ter êxito na venda de uma e receber outorga, e nas demais não prosperar. Esse modelo tem gestão mais restrita. Já no modelo de capitalização, só dependemos do apetite do mercado”, disse a secretária do MME. Além disso, ela destacou que há chance de que as empresas sejam compradas por um único operador, concentrando o setor.

*Com informações do Estadão Conteúdo