Ibovespa chega a pior patamar em mais de três meses e ameaça cair abaixo dos 115 mil pontos

Índice opera em baixa de 0,52%, aos 115,323 mil pontos, pontuação mais baixa desde 7 junho de 2023; resultado repercute a ata do Copom e IPCA-15 

  • Por Jovem Pan
  • 26/09/2023 11h28
REUTERS/Amanda Perobelli Bolsa de valores B3 Índices mundiais também desvalorizam com perspectiva de uma crise imobiliária na China e a possibilidade de aumento de juros nos EUA 

O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira, 26, em queda após encerrar o pregão anterior com baixa de 0,07%, aos 115,9 mil pontos. O índice operava em baixa de 0,52%, aos 115,323 mil pontos por volta de 11h10. A última vez que a B3 chegou próximo a este patamar foi em 7 junho de 2023. O desempenho repercute a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado pelo Banco Central, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Após reduzir a taxa de juros em 0,5 p.p. para 12,75%, o comitê reforçou em sua ata que “esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”. O grupo ainda avaliou como ‘pouco provável uma intensificação adicional do ritmo de ajustes, já que isso exigiria surpresas positivas substanciais que elevassem ainda mais a confiança na dinâmica desinflacionária prospectiva’.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial no Brasil, subiu 0,35% em setembro, após ter avançado 0,28% em agosto. Em 12 meses, a alta foi de 5%, ante 4,24% até agosto. A elevação foi puxada, mais uma vez, pelos reajustes dos preços dos combustíveis. O cenário internacional também influencia a bolsa de valores brasileira. Índices mundiais desvalorizam com perspectiva de uma crise imobiliária na China e a possibilidade de aumento de juros nos Estados Unidos.

 

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