Banco Central projeta que inflação pode cair para 2,6% em 2020
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode ficar em 2,6% neste ano, de acordo com o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Banco Central (BC).
Para essas estimativas, foram consideradas as projeções do mercado financeiro relativas aos finais de ano para a taxa Selic (3,75% ao ano, em 2020, 5,25% em 2021 e 6% em 2022), e para o câmbio (R$ 4,35, em 2020, e R$ 4,20, em 2021 e 2022).
Nesse cenário, a projeção para 2020 caiu em cerca de 0,9 ponto percentual para 2020. Assim, a inflação ficará próxima do limite inferior da meta para este ano.
O centro da meta é 4%, com limite inferior de 2,5% e superior de 5,5%. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, com intervalo de tolerância para cima ou para baixo de 1,5%.
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
No cenário com Selic constante e câmbio projetado pelo mercado financeiro, o IPCA será 2,6% este ano, 3,2%, em 2021 e 3,6% em 2022.
Próximos meses
O Banco Central projeta inflação em 0,15%, 0,21% e 0,02%, respectivamente, nos meses de março, abril e maio.
Se essas estimativas se concretizarem, a alta de 0,38% no trimestre será a menor variação para o período de série histórica do IPCA desde janeiro de 1980. Isso levará à desaceleração da inflação acumulada em 12 meses, de 4,01% em fevereiro para 2,90% em maio de 2020.
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.