Juros mais longos perdem força com dólar e ata amena

  • Por Estadão Conteúdo
  • 31/10/2017 10h18
Fotos PúblicasÀs 9h54, o DI para janeiro de 2019 marcava 7,30%, de 7,33% no ajuste de segunda-feira

Os juros futuros de médio e longo prazos voltavam a rondar os ajustes anteriores nesta terça-feira, 31, em meio à ampliação da queda do dólar ante o real e o tom ameno da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), após subirem mais cedo.

Segundo profissionais de renda fixa, houve pressão de alta no começo da sessão diante do persistente ceticismo com o avanço da reforma da Previdência e cautela com pesquisas eleitorais mostrando o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva à frente na disputa presidencial do ano que vem.

Já no câmbio, os “vendidos” em contratos cambiais (apostaram na queda de preços) se destacam nesta manhã, após na segunda à tarde os comprados já terem atuado forte na compra, ajudando a elevar o dólar para o patamar dos R$ 3,28 – maior valor desde início de julho.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) está em segundo plano. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,4% no trimestre encerrado em setembro deste ano – em linha com a mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego de 12,30% a 12,70%.

No trimestre terminado em setembro de 2016, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua foi de 11,8%. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a pesquisa mostra aumento da informalidade no país.

Às 9h54, o DI para janeiro de 2019 marcava 7,30%, de 7,33% no ajuste de segunda-feira. O DI para janeiro de 2020 exibia 8,43%, ante máxima em 8,50%, de 8,43% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 estava em 9,19, após tocar máxima em 9,27%, de 9,19% no ajuste de segunda.

No câmbio, o dólar à vista caía 0,36%, aos R$ 3,2763. O dólar futuro de dezembro, que passa a ser o mais negociado a partir desta terça, recuava 0,33, aos R$ 3,2890.