Ministro do Planejamento anuncia adiamento de reajuste a servidores civis por um ano

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2017 20h28 - Atualizado em 15/08/2017 20h44
Brasília - O ministro interino do Planejamento, Dyogo de Oliveira, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 (Antonio Cruz/Agência Brasil)Oliveira disse ainda que haverá uma reestruturação de todas as carreiras do serviço público e afirmou que o governo paga muito mais aos servidores do que o setor privado

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou nesta terça-feira (15) o adiamento por 12 meses os reajustes aos servidores civis do Executivo, além do cancelamento dos que eram previstos para cargos de comissões. De acordo com Oliveira, a ação gera uma economia de R$ 5,1 bilhões em 2018.

Benefícios assistenciais aos servidores também serão reduzidos, como auxílio para transferências, que será limitado a uma remuneração, com queda de R$ 9 milhões ao ano, e o auxílio moradia, que terá um teto de no máximo quatro anos, que gera um corte de R$ 35 milhões.

Oliveira disse ainda que haverá uma reestruturação de todas as carreiras do serviço público e afirmou que o governo paga muito mais aos servidores do que o setor privado.

“Quando nós comparamos, por exemplo, as carreiras do ciclo de gestão, com um ou dois anos de atividade, eles estão recebendo R$ 16,9 mil de salário”, afirmou.

“Comparando com as carreiras de economista, administrador, contador, que são as carreiras que normalmente compõem essas carreiras do ciclo de gestão, nós vemos que no mercado privado essas pessoas estariam recebendo R$ 6,4 mil, R$ 4,5 mil em média. Portanto nós estamos pagando mais do que o dobro, às vezes o triplo do que o mercado de trabalho pagaria para esse mesmo profissional”, completou o ministro.

Dyogo Oliveira sinalizou ainda que o governo pretende extinguir 60 mil cargos que estão vagos e vai adotar um teto remuneratório, o que pode impactar na economia de R$ 725 milhões aos cofres públicos.

A expectativa para os próximos dez anos é reduzir até R$ 70 bilhões nas despesas, motivada principalmente pela renovação nos quadros e diminuição nos custos do funcionalismo federal.