Mourão: Guerra comercial entre China e EUA afeta o Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2019 12h50
Ernesto Rodrigues/Estadão ConteúdoPresidente em exercício disse que Brasil quer ampliar parceria com a China

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira (9), ao participar de evento com empresários chineses, em São Paulo, que a escalada das barreiras tarifárias e o risco de recessão com o conflito comercial entre China e Estados Unidos afetam o Brasil.

“O mundo acompanha com apreensão a escalada das barreiras tarifárias e o aumento do risco de recessão mundial. Sabemos que ganhos de curto prazo para o Brasil, como o aumento da demanda por soja, podem ficar comprometidos pela redução global da atividade econômica ou pelo desequilíbrio dos mercados no mais longo prazo. A instabilidade política não contribui para o progresso econômico”, afirmou.

Segundo Mourão, o Brasil tem tentado aumentar e diversificar sua relação comercial com a China. “Temos procurado construir relações de confiança e criar o ambiente propício para a ampliação e a diversificação das relações econômicas com a China. Essa disposição mostra-se ainda mais pertinente no contexto de acirramento do enfrentamento econômico e comercial entre China e Estados Unidos”, disse.

O presidente em exercício disse ter conversado nesta manhã (9) com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que lhe informou que 25 novos frigoríficos de suínos, bovinos e de aves foram habilitados para exportar para a China. Ele exaltou a parceria comercial entre os dois países. que vem crescendo nos últimos anos, conforme ressaltou.  Ele lembrou que a China é, há dez anos, a maior parceira comercial do Brasil.“As expectativas apontam para um desempenho maior e melhor”, disse.

Mourão afirmou, ainda, que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) “está realizando as reformas necessárias para que o Brasil ingresse em um novo ciclo de crescimento econômico. “Contamos com a China como parceiro nesse percurso”, finalizou.

*Com informações da Agência Brasil