‘Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master’, diz Nelson Tanure

Ele negou também ligações societárias indiretas “inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”

  • 16/01/2026 12h51
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Divulgação / Alerj Empresário e investidor Nelson Tanure, um dos principais alvos da segunda fase da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (14) Empresário e investidor Nelson Tanure, um dos principais alvos da segunda fase da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (14)

O empresário Nelson Tanure disse ter sido surpreendido na manhã da quarta-feira, 14, com o pedido de “busca pessoal” emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual afirma que atendeu com “respeito e prontidão”. “Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”, afirmou o empresário por meio de nota.

Ele negou também ligações societárias indiretas “inclusive por meio de opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou quaisquer mecanismos equivalentes”.

“Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais, sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com outras instituições financeiras no Brasil e no exterior”, diz ainda o empresário.

Segundo ele, essas relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, sem ingerência na gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições. “Todas as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes”, diz a nota.

O empresário afirma não ter participação nem conhecimento de relações do Master com terceiros, sejam eles Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras.

“Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição ao referido banco. Neste momento, os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco”, continua o empresário, que afirma permanecer à disposição das autoridades e da Justiça. “Tenho fé, e plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente lícitas, ainda que, infelizmente, tenham nos acarretado bastantes prejuízos”, escreve.

O empresário afirma ainda que seu celular foi recolhido durante a busca. “Cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira”, diz.

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