Os infinitos conflitos de interesses do banco Master
Em menos de uma semana, foi noticiado três situações passíveis de conflitos de interesses
É impressionante como o caso do Banco Master chama a atenção pela quantidade de conflitos de interesse. Em menos de uma semana, foi noticiado três situações passíveis de conflitos de interesses.
A primeira foi o encontro com o presidente Lula, fora da agenda com Daniel Vorcaro, dono do Master, mediado pelo ex-ministro Guido Mantega. A segunda foi o pagamento de R$5 milhões do Master ao escritório de Lewandowski, enquanto ele era ainda ministro da Justiça. A terceira é a notícia de que o ministro Alexandre de Moraes, cuja esposa é advogada do Master, com ação no STF, foi fumar charuto na casa de Vorcaro.
Não necessariamente esses encontros significam corrupção, mas certamente levantam suspeitas pelos conflitos de interesse em jogo.
Não é normal ministro do STF frequentar casa de banqueiro com processo na Suprema Corte, ainda mais quando sua esposa é advogada do banco. Também não é normal ministro da Justiça receber pagamento pelo seu escritório de advocacia, enquanto estiver no cargo. Tampouco não é normal ministro do STF pegar carona em jato particular de advogado do Master.
No mínimo, há um conflito ético explícito, evidenciado pela mistura do interesse público com o privado, ainda mais nas circunstâncias que ocorreram o crescimento do banco, a tentativa de venda para o BRB e a liquidação extrajudicial.
Com infinitos conflitos de interesse, não é preciso de um código de ética do Fachin para dizer que essas condutas não são éticas, e nada republicanas.


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