Para economista, nova redução da Selic beneficiará financiamentos e setor de duráveis

  • Por Jovem Pan
  • 25/07/2017 08h34
Segundo especialista, os setores mais beneficiados devem ser os de bem duráveis

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça (25), em Brasília, a quinta reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa é que a taxa seja reduzida em 1 ponto percentual caindo para 9,25% ao ano.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, o economista Carlos Langoni afirma que a medida deve ser benéfica à economia brasileira. “Sempre que há uma redução agressiva nos juros básicos, este corte acaba beneficiando o tomador final, seja empresa ou pessoa física”, afirma. “Os setores mais beneficiados devem ser os de bem duráveis. O setor de construção civil, por exemplo, precisa de intensivos financiamentos. Precisam operar com taxas mais baixas.”

A taxa Selic vem sendo diminuída desde outubro do ano passado, quando passou de 14,25% para 14% ao ano. Em novembro, houve mais um corte de 0,25 ponto percentual, seguido por reduções de 0,75 ponto percentual em janeiro e em fevereiro. O Copom acelerou o ritmo de cortes para 1 ponto percentual nas reuniões de abril e maio. Atualmente, a taxa está em 10,25% ao ano.

Brasil saiu da recessão ?

Questionado sobre o motivo pelo qual o consumidor ainda não sentiu isso no bolso, Langoni explicou que o país está realmente saindo da recessão, mas isso acontece de maneira lenta. “Nós saímos do fundo do poço, do ponto de vista técnico a recessão terminou”, afirma. “Só que do ponto de vista social, a recessão só acaba quando o mercado de trabalho é reaquecido, e ainda temos sinais tímidos nesse segmento.”

Com o aumento dos tributos sobre combustíveis, o mercado financeiro aumentou levemente a projeção para a inflação, após sete reduções seguidas. Entretanto, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) continua abaixo do centro da meta a ser perseguida pelo BC, que é 4,5%. Para o mercado financeiro, a inflação vai encerrar 2017 em 3,33%.