Paulo Guedes acusa Bélgica e França de atrasar entrada do Brasil na OCDE

Ministro da Economia argumenta que os países buscam proteger suas respectivas agriculturas e afirmou que o PIB brasileiro terá um crescimento acima do esperado

  • Por Jovem Pan
  • 25/05/2022 15h54
EDU ANDRADE/Ascom/ME Paulo Guedes Ministro da Economia, Paulo Guedes alegou que a inflação no país cairá nos próximos meses

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de uma palestra no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira, 25, e acusou França e Bélgica de retardarem a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em função do protecionismo no setor agrícola destes países. “A Bélgica e a França ficam retardando o acesso do Brasil à OCDE porque são protecionistas com sua agricultura. Conversando com eles dissemos: nos aceitem antes que se tornem irrelevantes para nós”, afirmou.

O membro do governo Bolsonaro aproveitou para afirmar que a França se tornou irrelevante para a economia brasileira nos últimos anos. Com exemplo, o ministro explicou que, no início do século, França e China comercializavam U$ 2 bilhões com o Brasil. Atualmente, os acordos com chineses chegam a U$ 120 bilhões, enquanto com os franceses subiu para U$ 7 bilhões. “Eu disse aos europeus que eles perderam a Rússia e agora perderão a América Latina. E estarão sozinhos com eles mesmos, se não entenderem que precisam se integrar com os que ficaram para trás”, argumentou.

Guedes também comentou sobre a possibilidade do Brasil crescer economicamente acima do esperado. Segundo o economista, o Produto Interno Bruto brasileiro irá subir 2% – número maior do que o planejado pela própria equipe econômica, que previa um crescimento de 1,5% em 2022. O ministro também ressaltou que o Brasil tem potencial de crescimento maior que países mais desenvolvidos e ratificou que a inflação cairá nos próximos meses. “Enquanto a economia estava crescendo, ao invés de crescer 7%, 8%, fomos adiante da curva, e assim vamos nos livrar da inflação antes das econômicas avançadas, e vamos crescer mais do que as economias avançadas”, disse o ministro da Economia.