Pedidos de falências caem 19,8% nos 12 meses até fevereiro, diz Boa Vista SCPC

  • Por Estadão Conteúdo
  • 05/03/2018 13h28
Fotos Públicas Entidades de defesa do consumidor se dizem preocupadas com as mudanças no cadastro positivo, mas o comércio comemora. Na semana passada, o texto-base do projeto que muda as regras foi aprovado pela Câmara. O cadastro positivo é um banco de dados que existe desde 2011 e relaciona os clientes que são considerados bons pagadores. Até então, o consumidor precisava pedir pra ter o nome incluído, mas agora, todos que estiverem com as contas em dia entram na lista automaticamente. Quem não quiser, terá que entrar em contato com as instituições financeiras e solicitar a exclusão. Segundo Paulo Miguel, diretor-executivo da Fundação Procon de São Paulo, não há garantias de que os dados do consumidor estarão protegidos. O deputado Walter Ioshi, que foi o relator do projeto na Câmara, rebate e garante que não haverá violações. A aprovação do novo cadastro positivo agradou as empresas de crédito e os varejistas. O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, diz que é uma vitória do consumidor que mantém as contas em dia. Apesar da aprovação, os destaques do texto ainda serão apreciados pelo plenário da Câmara nesta semana. Depois, o texto segue para uma nova análise do Senado, de onde veio a matéria original. Na comparação mensal os pedidos de falência cresceram 31,8% em relação a janeiro de 2018
Os pedidos de falências de empresas acumularam uma queda de 19,8% no período de 12 meses até fevereiro comparado com igual período no ano passado. Os dados são de um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 5, pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

As falências decretadas, segundo a mesma base de comparação, subiram 7,9%, enquanto para os pedidos de recuperação judicial e recuperações judiciais deferidas foram observadas quedas de 14,3% e 14,5%, respectivamente.

Na comparação mensal os pedidos de falência cresceram 31,8% em relação a janeiro de 2018.

As falências decretadas caíram 32,4%, enquanto houve avanço em pedidos de recuperação judicial, de 81,9%, e recuperação judicial deferidas, de 39,0%.