Pesquisa do IBGE aponta que mais de 32 mil empresas empregadoras fecharam no 1º ano de pandemia

Cresceu o número de negócios em que apenas o proprietário ou sócios trabalham; número de assalariados teve queda de 853 mil pessoas

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2022 13h59
Dênio Simões/Agência Brasília Mercado de trabalho formal voltou a crescer em janeiro após queda no fim de 2020, apontou dados do IBGE Número de vagas formais caiu durante a pandemia

O número total de empresas do Brasil cresceu em 2020, o primeiro ano da pandemia de Covid-19, mas caiu o número de negócios que contam ao menos um trabalhador assalariado, apontou o Cadastro Central de Empresas (Cempre), pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta, 23. O número de companhias ativas no país passou de 5,239 milhões em 2019 para 5,434 milhões em 2020, um crescimento de 3,7%, ou 194.892 organizações a mais. No entanto, o avanço se concentrou apenas entre as empresas que têm apenas o proprietário ou os sócios trabalhando, sem contar com pessoas contratadas: essa categoria teve aumento de 8,6%, ou 227.309 negócios. Entre as que tinham trabalhadores assalariados, 32.467 tiveram que encerrar as atividades, número que inclui micro, pequenas, médias e grandes empresas. “Diante do desemprego, muitas pessoas resolveram abrir o próprio negócio. É o caso de pessoas que trabalhavam em restaurante, foram demitidas e começaram a vender comida em casa. Se a empresa que foi aberta tem CNPJ, declara o eSocial e não for MEI, ela entra nessa conta”, explica o gerente da pesquisa, Thiego Ferreira.

Segundo o IBGE, isso levou ao fechamento de 825,3 mil postos de trabalho formais. Em termos percentuais, os setores que mais sofreram foram os de alojamento e alimentação, com queda de 19,4%, e artes, cultura, esporte e recreação, que perdeu 16,4% de seu pessoal ocupado assalariado. Em números absolutos, foram alojamento e alimentação (-373,2 mil), administração pública, defesa e seguridade social (-233,9 mil) e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-221,7 mil). Outros setores tiveram aumento houve aumento no número de assalariados, como saúde humana e serviços sociais, que ganhou mais 139,3 mil assalariados, à frente de construção (80,8 mil) e atividades administrativas e serviços complementares (79,6 mil).