Projeção de alta do IPCA 2020 recua para 1,53%, aponta Focus

  • Por Jovem Pan
  • 08/06/2020 09h15 - Atualizado em 08/06/2020 09h18
Marcos Santos/USP ImagensEm maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA recuou 0,31% em abril, no menor índice desde agosto de 1998

As projeções do Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (8), pelo Banco Central, mostra queda nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2020, com recuo de alta de 1,55% para 1,53%. Há um mês, a taxa estava em 1,76%.

A  estimativa dos economistas para o índice em 2021 seguiu em 3,10%. O relatório também apontou a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu também em 3,50%.

Para a inflação, a projeção já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual. No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).

A expectativa de inflação no curto prazo tem sido bastante afetada pela perspectiva de que, com a pandemia da Covid-19, a atividade econômica seja prejudicada com impactos sobre a demanda por produtos e baixa da inflação.

Em maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA recuou 0,31% em abril, no menor índice desde agosto de 1998. No acumulado do ano, a taxa está positiva em 0,22%.

No Focus dessa segunda-feira, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 1,31% para 1,67%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 3,00% para 3,25%.

Últimos 5 dias úteis

Em meio aos efeitos da pandemia sobre a economia, a projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos cinco dias úteis foi de 1,65% para 1,53%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Para 2021, a estimativa do IPCA dos últimos cinco dias úteis foi de 3,22% para 3,15%. Há um mês, estava em 3,25%.

*Com informações do Estadão Conteúdo