Receita recebe mais de 522 mil declarações nos primeiros dias de entrega do IR

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2018 09h17
DivulgaçãoMais uma vez a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida e apresenta uma defasagem de 88% desde 1996

A Receita Federal recebeu mais de 522 mil declarações nos dois primeiros dias de entrega do Imposto de Renda. O prazo foi aberto na quinta-feira (1º) e vai até o dia 30 de abril. Neste ano, estão obrigados a declarar os contribuientes que receberam mais de R$ 28.559,00 em rendimentos tributáveis em 2017. A expectativa da Receita é receber 28,8 milhões declarações, o equivalente a 340 mil a mais do que na última edição.

Nesta sexta-feira (2) foi publicado no Diário Oficial da União o calendário com as datas das restituições. O primeiro lote será pago no dia 15 de junho e o cronograma segue até dezembro. Os contribuientes que enviarem nos primeiros dias e não caírem na malha fina vão receber o dinheiro mais cedo.

Apesar da vantagem ao entregar mais cedo, o contador Antonio Carlos Bordin alertou que a pressa aumenta a chance de erros e sugere mais cuidados com alguns gastos específicos.

“São aquelas despesas como escolaridade, as médicas, outras despesas dedutíveis. Por vezes o contribuinte lança uma despesa que não é dedutível e cai na malha. Nós brasileiros temos que nos atentar ao seguinte: a Receita Federal brasileira é uma das mais bem informatizadas do mundo. Pega o que quiser. Dependentes, por exemplo, o cuidado pra ver se a pessoa pode ser dependente ou não, se aquele dependente gastou algo no pediatra, no médico, etc., conferir esses valores e sempre fazer uma grande revisão da declaração”, explicou.

O contador lembrou também que, a partir deste ano, o contribuinte terá que informar os CPFs de todos os dependentes com mais de 8 anos de idade. Até a última entrega, a exigência era só para maiores de 12 anos. Outra novidade é que a Receita está pedindo mais informações sobre os bens do contribuinte, como imóveis e carros. O preenchimento desses campos ainda não é obrigatório, mas será a partir de 2019.

Mais uma vez a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida e apresenta uma defasagem de 88% desde 1996. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita calculam que, se as atualizações fossem feitas, a isenção do imposto, que hoje é pra quem ganha até R$ 1.903,00, incluiria aqueles que ganham até R$ 3.556,00.

*As informações são do repórter Vitor Brown