Reino Unido vai zerar a compra de petróleo da Rússia até o fim do ano

Moscou é responsável por 8% do total consumido pelos britânicos; governo afirma que demanda será suprida por outros ‘fornecedores confiáveis’

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2022 17h15 - Atualizado em 08/03/2022 18h55
EFE/EPA/ANDY RAIN O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Jonhson, usando máscara Governo de Boris Jonhson anunciou a queda gradual da compra de petróleo russo nos próximos meses

O Reino Unido informou nesta terça-feira, 8, que vai zerar gradualmente a importação do petróleo da Rússia até o fim deste ano. A decisão foi divulgada pelo secretário de Negócios e Energia, Kwasi Kwarteng, após os Estados Unidos anunciarem o embargo total à compra do petróleo e do gás produzido por Moscou. As medidas foram impostas em retaliação à invasão da Ucrânia por tropas russas, há duas semanas. Em nota, Downing Street disse que o prazo de nove meses será “mais do que o suficiente” para que as indústrias e os consumidores britânicos tenham acesso a formas alternativas de petróleo. A Rússia corresponde a 8% da demanda total de petróleo do Reino Unido, segundo dados do governo. “Em um mercado global competitivo de petróleo e derivados, a demanda pode ser atendida por fornecedores alternativos. Trabalharemos em estreita colaboração com parceiros internacionais para garantir suprimentos alternativos de produtos combustíveis”, informou, citando a Holanda, a Arábia Saudita e os EUA como “fornecedores confiáveis”.

A medida visa sufocar a economia russa em meio aos avanços do conflito no Leste Europeu. Conforme o gabinete do premiê Boris Johnson, a venda de petróleo corresponde a 44% das exportações da Rússia e 17% da receita do governo de Moscou através da arrecadação de impostos. “Em outro golpe econômico ao regime de Putin após sua invasão ilegal da Ucrânia, o Reino Unido se afastará da dependência do petróleo russo ao longo deste ano, com base em nosso severo pacote de sanções econômicas internacionais”, informou o primeiro-ministro. O governo também ressaltou que o Reino Unido não é dependente do gás natural russo, ao contrário dos seus vizinhos europeus. Atualmente, Moscou envia 4% do gás consumido pelos britânicos. “Os ministros também estão explorando opções para reduzir isso ainda mais. O primeiro-ministro confirmou que o governo irá definir uma estratégia energética para definir os planos de longo prazo do Reino Unido para uma maior segurança energética, incluindo o abastecimento de petróleo e gás renovável e doméstico”, informou a nota.