Investimento privado vai ditar retomada do crescimento, diz Salim Mattar

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2020 15h28
Jovem PanSalim Mattar falou sobre a retomada do crescimento da economia brasileira

O secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, José Salim Mattar Júnior, disse nesta quinta-feira (7) que o capital privado vai ditar a retomada do crescimento da economia brasileira após a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o secretário, há no mundo US$ 1,5 trilhão disponível para investimentos, principalmente para geração e distribuição de energia, infraestrutura, concessões e saneamento, e o Brasil precisa desse dinheiro.

“O que precisamos é atrair esse capital estrangeiro através de segurança jurídica, de facilidade de entrada de capital e saída. Acredito que podemos fazer a retomada do crescimento do Brasil principalmente com capital privado”, afirmou Salim Mattar.

Por outro lado, a crise gerada pela Covid-19 impede novos investimentos. “Neste presente momento, com o coronavírus, o mercado deu uma reduzida, a bolsa caiu, os investidores estão mais apreensivos, estão um pouco receosos de fazer investimentos. Este não é um momento bom de continuar vendendo ativos”, afirmou.

Para o secretário é preciso reduzir o tamanho do estado, considerado por ele “gigantesco, obeso, lento, burocrático e oneroso para o pagador de impostos”.

Salim Mattar disse ainda que a legislação atual torna lento o processo de venda de empresas públicas. “Existe uma arcabouço legal jurídico para proteger o bem do cidadão. Foi feito com boa intenção para proteger o pagador de imposto. Só que é dificílimo vencer um bem do estado. As empresas desestatizadas no passado gastaram 30 meses em média para serem privatizadas. Na iniciativa privada se vende entre 45 dias e 75 dias”, disse.

Além da venda e fechamento de empresas públicas, Mattar disse que é preciso reduzir o patrimônio imobiliário da União avaliado em R$ 1,3 trilhão. De acordo com o secretário, são 750 mil imóveis mas poucos estão aptos a serem vendidos por terem a documentação em dia.

*Com Agência Brasil