SP: Volume de vendas no comércio reduz 62,8% em abril, diz associação

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2020 12h45
Fernando Frazão/Agência BrasilNa avaliação do economista da ACSP Marcel Solimeo, as pequenas empresas são as que têm tido mais dificuldades para resistir à adversidade

O comércio paulistano encerrou o mês de abril com queda de 62,8% no volume de vendas, em relação a abril de 2019, número explicado pela pandemia do coronavírus e pelo fechamento dos estabelecimentos.

Segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas a prazo caíram 56,5% e as pagas à vista, 69%. Na comparação com abril de 2019, os recuos foram, respectivamente, de 51,8%, 39,9% e 63,7%.

Na avaliação do economista da ACSP Marcel Solimeo, as pequenas empresas são as que têm tido mais dificuldades para resistir à adversidade, já que não muitas não possuem plataformas de vendas online.

Em nota, a organização destaca que recorreu, em articulação com a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), ao governador de São Paulo, João Doria, e ao prefeito da capital, Bruno Covas, pedindo a reabertura parcial do comércio a partir de 1º de maio. O plano era aproveitar o Dia das Mães para fechar vendas.

Entretanto, com o avanço do coronavírus em São Paulo e no Brasil, é possível que as atividades não essenciais, como as lojas, demorem para retomar suas rotinas na capital paulista. Nos últimos dias, Bruno Covas tem reiterado enfaticamente que o relaxamento do isolamento e a retomada das atividades econômicas deverão ocorrer somente se houver a certeza de segurança para a saúde da população.

Prejuízos

Análise elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que, no estado de São Paulo, o prejuízo do setor varejista foi de R$ 26,58 bilhões, entre 15 de março e 18 de abril. A unidade federativa foi a que mais perdeu ao longo das cinco semanas, seguida de Minas Gerais (R$ 6,90 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 6,63 bi). Em termos relativos, Piauí (-49,6%), Ceará (-49,3%) e Santa Catarina (-46,8%) lideram a lista.

Em âmbito nacional, o setor deixou de faturar R$ 86,4 bilhões. A CNC acrescenta que cerca de 80% dos estabelecimentos comerciais foram fechados a partir da segunda quinzena de março, em cumprimento a decretos estaduais e municipais.

*Com informações da Agência Brasil