Taxas futuras de juros recuam com ata do Copom

  • Por Estadão Conteúdo
  • 26/06/2018 10h25
Marcos Santos/USP ImagensO BC segue deixando a porta aberta para a próxima decisão, em agosto, após ter mantido a Selic em 6,50% ao ano na semana passada

Os juros futuros operam em baixa desde a abertura, reagindo à leitura da ata da última reunião do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira, 26. No documento, o BC segue deixando a porta aberta para a próxima decisão, em agosto, após ter mantido a Selic em 6,50% ao ano na semana passada.

O BC diz, na ata, que evolução do cenário e do balanço de risco prescreve manutenção da Selic no nível vigente e que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade e das projeções de inflação.

O Banco Central voltou a afirmar nesta terça que seu cenário básico para a inflação envolve fatores de risco “em ambas as direções”. Do lado do risco de alta da inflação, o BC afirma que uma “frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária”.

Por outro lado, a possibilidade de tendência de queda dos preços é apontada da seguinte forma: “possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado”. As ideias relacionadas aos riscos repetem o que havia sido publicado pela instituição no comunicado da semana passada.

O mercado deixa em segundo plano o risco Lula, após a decisão do ministro Edson Fachin, de submeter ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o pedido de liberdade do petista seja analisado. Além do julgamento poder ficar para agosto, após o recesso de julho do Judiciário, operadores dizem que o risco de decisão favorável a Lula seria maior se o julgamento ocorresse na Segunda Turma em vez de no plenário do STF.

Ainda nesta terça estarão no radar a reunião do Conselho Monetário Nacional, que deve anunciar a meta de inflação para 2021 e possivelmente confirmar as metas de 2019 (4,25%) e 2020 (5,00%). O resultado da arrecadação federal do mês de maio (10h30) e a oferta do tesouro em leilão de até 1 milhão de NTN-b para compra e até 300 mil para venda (11h) também podem afetar as expectativas dos agentes de renda fixa.

Mais cedo, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 1,07% na terceira quadrissemana de junho, ganhando força em relação ao acréscimo de 0,84% verificado na segunda quadrissemana deste mês.

Às 9h45 desta terça-feira, o DI para janeiro de 2019 recuava a 6,94%, de 7,00% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2020 caía a 8,45%, de 8,54%, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 cedia a 9,42%, de 9,54% no ajuste de segunda-feira, dia 25.

Já o DI para janeiro de 2023 caía para 10,93%, de 11,09% no ajuste anterior. No câmbio, o dólar à vista recuava 0,18%, aos R$ 3,7697, após ter iniciado em alta e registrado máxima aos R$ 3,7862 (+0,25%). Na mínima, caiu aos R$ 3,7622 (-0,38%). O dólar futuro de julho recuava 0,19%, aos R$ 3,7705, depois de bater máxima pós abertura em R$ 3,7875 (+0,28%). Na mínima, caiu aos R$ 3,7630 (-0,37%).